JUSTIÇA FEITA

Eu acredito na Justiça!!!
Ela sendo feita para o caso concreto em que figurei como vítima de INJÚRIA, CALÚNIA e DIFAMAÇÃO!
Decisão de Recurso do Tribunal de Justiça publicada hoje.
Agora vamos para a Execução da Sentença.

Nº 1004833-93.2016.8.26.0451 – Processo Digital. Petições para juntada devem ser apresentadas exclusivamente por
meio eletrônico, nos termos do artigo 7º da Res. 551/2011 – Apelação – Piracicaba – Apelante: M. A. R. F. – Apelado: H. G.
F. – Magistrado(a) José Rubens Queiroz Gomes – Negaram provimento ao recurso. V. U. – APELAÇÃO. AÇÃO INDENIZATÓRIA
POR DANOS MORAIS CUMULADA COM OBRIGAÇÃO DE FAZER E PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA. AUTOR QUE ALEGA
VIOLAÇÃO DO DIREITO DE IMAGEM DECORRENTE DE PUBLICAÇÕES INJURIOSAS POR PARTE DO RÉU, RELATIVAS
AO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO PÚBLICA, DESTITUÍDAS DE PROVAS, NAS REDES SOCIAIS. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA.
CERCEAMENTO DE DEFESA INEXISTENTE. DILAÇÃO PROBATÓRIA DESPICIENDA. AUSÊNCIA DE VERACIDADE DAS
ALEGAÇÕES DOS RÉUS. CRÍTICAS EXAGERADAS OU AINDA ATAQUES INJUSTIFICADOS À HONRA DO AUTOR, NO
EXERCÍCIO DA FUNÇÃO PÚBLICA, DEVEM SER COIBIDOS. PUBLICAÇÃO NA REDE SOCIAL DE CONTEÚDO DIFAMATÓRIO.
MANUTENÇÃO DO DECISUM. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. ART. 1007 CPC – EVENTUAL RECURSO – SE AO
STJ: CUSTAS R$ 174,23 – (GUIA GRU NO SITE http://www.stj.jus.br) – RESOLUÇÃO Nº 2 DE 01/02/2017 DO STJ; SE AO STF:
CUSTAS R$ 0,00 – GUIA GRU – COBRANÇA – FICHA DE COMPENSAÇÃO – (EMITIDA ATRAVÉS DO SITE www.stf.jus.br) E
PORTE DE REMESSA E RETORNO R$ 0,00 – GUIA FEDTJ – CÓD 140-6 – BANCO DO BRASIL OU INTERNET – RESOLUÇÃO
Nº 581 DE 08/06/2016 DO STF. Os valores referente ao PORTE DE REMESSA E RETORNO, não se aplicam aos PROCESSOS
ELETRÔNICOS, de acordo com o art. 4º, inciso III, da Resolução nº 581/2016 do STF de 08/06/2016. – Advs: Gustavo Gurgel
Meira dos Santos (OAB: 314619/SP) – Marcos Roberto Zaro (OAB: 328240/SP) – – Páteo do Colégio – sala 705

Clique no link e veja o Acórdão na íntegra.

 

Acordão TJSP 25ABR17

O que toda empresa deveria aprender com o caso da United Airlines

Um passageiro foi arrastado para fora de um avião lotado da United. O vídeo viralizou nas redes e, hoje, a empresa passa por uma crise de marketing

Por Mariana Fonseca

São Paulo – Se você é um assíduo frequentador das redes sociais e de sites como o YouTube, deve ter percebido que um vídeo ficou em evidência nesta semana: nele, o médico de 69 anos David Hao é arrastado para fora de um voo da United Airlines por um policial, a pedido da empresa.

O motivo? A companhia teria pedido a quatro passageiros voluntários para desistir do voo em questão, que estava acima da lotação, para que funcionários da companhia pudessem embarcar. Para isso, ofereceu mil dólares aos candidatos.

Como ninguém se interessou pela troca, a United escolheu quem deixaria o voo – entre eles, Hao. O médico chegou a sofrer ferimentos no rosto e foi encaminhado a um hospital

A reação ao vídeo foi intensa e majoritariamente negativa. Mais de 180 milhões de pessoas do mundo todo se engajaram com os mais de 890.000 comentários sobre o assunto nas redes, inclusive sugerindo mudanças irônicas no logo da United Airlines.

Porém, os danos não foram apenas de marketing. A United Continental Holdings, dona da United Airlines, despencou na bolsa norte-americana na última terça-feira.

O CEO da United Airlines, Oscar Muñoz, emitiu diversos comunicados pedindo desculpas e afirmando que tenta entrar em contato com o passageiro. Afirmou que compartilha sentimentos como indignação e decepção, manifestados após a expulsão do passageiro, e que o episódio servirá para a revisão dos procedimentos adotados pela empresa.

Mas o que toda essa história pode ensinar aos pequenos empreendedores sobre como atender o cliente e gerenciar crises de imagem? Confira algumas lições:

1. Nunca se esqueça da sua filosofia de serviços

Na missão da United Airlines, está escrito como princípio fazer com que todos os voos sejam uma experiência positiva para seus clientes. Porém, evidentemente, isso não ocorreu no caso de David Hao.

“O problema é você se distanciar da sua filosofia de serviço. A cena de retirar o passageiro para dar lugar a funcionários mostra a inversão de valores na empresa: o passageiro que se vire; a prioridade é o funcionário”, explica Paulo César Silva, especialista em atendimento ao cliente e serviços e professor da Escola Superior de Marketing e Propaganda (ESPM).

Todo negócio precisa viver a sua filosofia de serviço. É o que também pensa Nathana Lacerda, coach de imagem e reputação. Encantados: A Mandaê te conta como o pós-venda pode aumentar a retenção de clientes Patrocinado

“Esse caso mostra como a carta de valores de um negócio, o que inclui o respeito ao cliente, deve ficar clara até o último elo da cadeia, representado pela pessoa que atende diretamente o público. Esse funcionário deve saber como tomar decisões em situações de conflito. Se a equipe da aeronave soubesse como praticar o código de conduta escrito pela United, não teria agido dessa forma”, afirma.

2. Fortaleça suas lideranças

A dica anterior nos leva a outro ponto: a filosofia de serviço deve ser vivida não apenas pelo dono do empreendimento, e sim por todos dentro da empresa. Para isso, treinar suas lideranças é fundamental.

“O que impressiona é que nenhuma gerência olhou o que estava acontecendo e constatou que aquela atitude era absurda. Faltou alguém que pensasse: ‘não seria melhor aumentar a quantia de dinheiro oferecida pela troca de voo, sendo essa empresa tão rica, e evitar partir para a violência?’. Às vezes, sacrificar seu lucro é a melhor opção”, sugere Silva, da ESPM.

“A falta de comando acabou fazendo com que a United desvalorizasse milhões da bolsa, tivesse uma crise de imagem e, provavelmente, ainda receberá um processo por danos morais e físicos.”

Pinhol, da Webfoco, completa o raciocínio afirma que essa preocupação com repassar a filosofia de serviço deve se estender a todos os funcionários, e não apenas aos gerentes.

“Além de rever seus processos, eles precisam rever a satisfação dos funcionários e capacitá-los melhor. Afinal, uma pessoa infeliz e sem qualificação para exercer sua função pode acabar gerando uma grande perda de dinheiro, e foi o que aconteceu”, completa Pinhol.

3. Quando crescer, não se esqueça de quem o ergueu: seus clientes

Após a comoção geral com o ocorrido, o CEO de United Airlines emitiu uma série de comunicados, atualizando o posicionamento da empresa. Silva, da ESPM, julga a resposta da empresa como insuficiente.

“O executivo não fala em reparação, não fala que isso desmente a filosofia da empresa, não diz que falará com os gerentes locais. Chamo isso de ‘paradoxo do gigantismo’: quanto mais mercado uma empresa domina, menos olha para o cliente – no caso, os passageiros.”

Por isso, lembre-se: mesmo que seu negócio cresça, nunca se esqueça de que o mercado é feito por clientes. Seu empreendimento só vive através dos seus consumidores, e a satisfação deles jamais deve ser ignorada.

4. Avalie o custo-benefício de ser intransigente ou de responder prontamente

É claro que a empresa deve se impôr em situações que contrariem seu código de ética: por exemplo, quando um consumidor agride um colaborador ou quando incentiva a corrupção. Porém, é preciso avaliar se seguir a legislação à risca será realmente benéfico para sua empresa.

Foi o que faltou no caso da United Airlines, segundo Lacerda. “Por mais que houvesse o direito de retirar os passageiros, a forma de cumprir a legislação foi totalmente inadequada. Só defender que estava de acordo com a lei não é suficiente: entenda a consequência daquela atitude. As empresas podem perder sua credibilidade com pequenas doses de intransigência – e isso demora a ser reconstruído.”

Então, o que deve ser feito caso não seja uma situação extremamente ofensiva aos seus valores? Segundo Lacerda, o primeiro passo é responder rápido – e conter a crise de imagem, que se espalha na internet como fogo em floresta.

Depois, em seu comunicado, sempre comece assumindo sua parcela de culpa. “Se você começa já criticando o outro, parece aos leitores um pedido contraditório de desculpas. Fica muito claro para o público se a pessoa só resolveu comunicar após ter percebido uma grande perda financeira”, diz a coach.

O próximo passo é se comprometer a mudar a situação, caso ainda não haja uma posição clara de como a reparação ao cliente será feita. Na hora de finalmente fazer essa recompensa, Alex Pinhol recomenda que seu empreendimento procure saber as perdas que seu consumidor teve e se ofereça a retribuir o que foi perdido.

No caso da United, por exemplo, poderia ser dado a Hao o direito de viajar pelos Estados Unidos gratuitamente, de forma vitalícia.

5. Por fim, pense em longo prazo

Não dá para dizer quais atitudes a United Airlines tomará no futuro para evitar que casos como o de David Hao se repitam. Mas para você, empreendedor, podemos adiantar algumas dicas sobre como prevenir novas crises.

Primeiro, adote como hábito refletir sobre qual será a herança de cada atitude tomada dentro da sua empresa. “É cada vez mais preciso se preocupar com que imagem será passada. Se você precisa tirar passageiros de um voo, pense em como fazer isso e ainda manter uma boa reputação no futuro.”

As próximas atitudes devem ser voltadas à correção de erros em longo prazo: aproveite a crise de credibilidade para verdadeiramente mudar processos que não funcionam, a partir da avaliação dos vários usuários que reclamam.

“Não adianta só conter a crise deste momento e não mudar o funcionamento do negócio, porque novas falhas irão surgir. Que as crises sirvam para olhar para dentro do seu negócio e ver como se aprimorar e continuar crescendo. Lembre-se: um pequeno negócio pode morrer se ignorar muitas críticas, pois não tem o fôlego financeiro das grandes empresas para suportar uma crise duradoura de credibilidade.”

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/o-que-toda-empresa-pode-aprender-com-o-caso-da-united-airlines/

MENSAGEM LIDA NA DESPEDIDA DO CORONEL PM FIGUEIREDO DO COMANDO DE POLICIAMENTO DO INTERIOR -3

 

 
Senhoras e Senhores, Bom dia!
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:

há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;

tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;

tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;

tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;

tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;

tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.

Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga?

Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele… (ESSAS SÃO PALAVRAS EM ECLESIASTES 3)

Estou repetindo o texto bíblico para Comandantes da mesma estirpe….

Coronel HUMBERTO GOUVEA FIGUEIREDO, Comandante!

Hoje é tempo de mudanças…e vamos aproveitar essa oportunidade para falar desse quase um ano sob vosso Comando:

Vou falar de inovações…o Sr as trouxe…alguns conceitos, especialmente na área de relacionamento humano foram aprendidos e estão sendo praticados…paramos alguns momentos para pensar no nosso próximo, nos nossos colaboradores e também na divulgação de nosso trabalho, e principalmente na valorização de nosso trabalho!

Como nos disse o Sr, Cel FIGUEIREDO… cada um tem seu jeito de comandar…

Nós aprendemos a ter mais cuidado em colocar objetos negativos junto a nossa marca POLICIA MILITAR!

Iniciou-se uma série de audiências públicas, os nossos Comandantes até nível GP estavam praticando mais uma vez Polícia Comunitária e em contato com a Comunidade mostram o nosso excelente trabalho…

Iniciou-se nesse período os grupos de vizinha solidária, visitas da Comunidade as nossa Unidades, encontros para ensinar e para aprender…

Exemplificando…da mesma forma que as crianças da Comunidade local da 3ª Cia PM do 51º BPM/I foram até a Companhia Legal, o 3º BPM/I e o CPI receberam as crianças da APAE num esforço de todo o efetivo para que elas se sentissem felizes!!

Não saberia citar momentos mágicos como esses em outros Batalhões mas tenho certeza que aconteceram…e eu sei que o Sr tomou conhecimento …pois abriu um canal direto de comunicação com seus subordinados…
Todos falam com o Comandante!
E via zap!!!

O Sr visitou cada uma de nossas cidades e distritos e por quê?
Porque tinha como objetivo de ir até o local onde havia um colaborador seu e saber como ele trabalhava e em que condições…o Comandante do CPI tomou café e sentou para conversar com muitos policiais militares que nunca tinham recebido essa visita

Mas…além de visita-los também os trouxe ao seu gabinete…
não importa como chegou a notícia, fez questão de homenagear muitos, quem pode presenciar viu …houve choro, tremor e alegria pelo recebimento, como diz o Sr de um simples pedaço de papel que não vale muitos centavos…mas de alguma forma o Comandante tentava materializar o seu agradecimento pelo trabalho bem feito do herói policial militar

Inseriu a homenagem ao nosso veterano nas solenidades e disse muitas vezes o quanto devemos zelar por esse que plantou o lugar onde vivemos e trabalhamos, e viu o maestro de 90 anos reger a BRM do CPI/3…

Chamou para tomar um café nossos ex-Comandantes a fim de te-los por perto e aprender com eles…Sim o Comandante do CPI ouviu e se aconselhou com figuras que sempre admirou…E é assim mesmo, pessoas sabias ouvem a voz da experiência e ponderam as ideias daqueles que durante sua carreira admirou em suas posturas e decisões …

Também se preocupou com os nossos policiais que passam para a inatividade…as vezes nem da tempo de se despedir…o tempo urge…e a entrega do Manual do Veterano pelo Comandante é para que ele não se esqueça que é importante e que as portas do Quartel estão abertas…afinal sempre será um de nós!!

Estreitou relacionamento com o público externo, mas na hora de cobrar…repudiou e demonstrou a força da POLICIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

Homenageou os nossos policiais militares para nos lembrarmos o quão importantes nos somos e como é difícil falar de coisas boas e feitos heroicos que a todo instante o miliciano pratica ….

Implantou o modelo de Liderança Servidora….para que pensássemos….

Desdobrou-se para divulgar a Instituição e fortalece-la junto a Comunidade…

Preocupou-se com a saúde de todos, inclusive com a saúde espiritual…abriu as portas dos Quarteis e implantou a Capelania Voluntária…que faz um trabalho de formiguinha…palavra a palavra e é suporte para todos que necessitam…todos precisam de luz….
E a luz pode estar na música, aqui fica o agradecimento por enviar a Banda Regimental de Musica a todas as 93 municipios da região, para fazer policiamento e encantar a comunidade, e ainda e principalmente, para tocar para o nosso publico interno….e o Sr sabe bem o que fizeram os nossos Comandantes …pediram para a Banda tocar para as APAES… porque é como o Sr Cel Figueiredo bem sabe…temos na alma, na farda, muito a oferecer, basta olhar para o lado…

As campanhas educativas e filantrópicas que o Sr movimentou….com a ajuda de todos os policiais militares do CPI colaboraram com muitas entidades…e só para o GACC forneceram 16. mil fraldas …sem contar outras entidades beneficiadas e outras ações que se desencadearam nas Unidades….fomos papai noel para mais de 5 mil crianças…e isso seria comparando ao efetivo… mais de cem por cento de participação…Se cada policial desse um brinquedo no CPI, não chegaríamos a esse resultado….

Cumpriu-se o objetivo…fomos envolvidos….ajudamos

Não estou falando aqui dos números de produtividade desse período, isso já é contabilizado pelas estatísticas e também é resultado do trabalho de todos, tendo o Comandante o papel de priorizar a atividade operacional, mas estou comentando o trabalho realizado que envolveu todos os policiais militares da administração e do serviço operacional de valorização…

E ainda não poderia deixar de citar o Treinamento de resistência a fadiga psico-fisica, a união de forças amigas com o trabalho em conjunto com as Guardas Municipais e o Colegiado Político, dentre outros PROJETOS que o Sr idealizou e que são sementes que foram plantadas propondo uma mudança e conscientização de nós policiais militares…

Tenho certeza que não saberia descrever tudo o que o Sr fez, colaborou e incentivou a que se fizesse….

O Senhor, Cel FIGUEIREDO ensinou…esse é um de seus dons…ensinar, criar, idealizar…implantar e deixar crescer e frutificar, seja lá para onde os galhos sigam, as sementes são boas…

Sabe Comandante do que falei até agora?

DE TRANSPARENCIA NA GESTAO

DE SEDIMENTAÇÃO DA FILOSOFIA DE POLÍCIA COMUNITÁRIA, COM FOCO NA APROXIMAÇÃO ENTRE A POLICIA E A COMUNIDADE

DO FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL E POLÍTICO DA PMESP NA REGIAO DE RIBEIRAO PRETO

DA PRIORIDADE DA ATIVIDADE OPERACIONAL (POLICIAMENTO OSTENSIVO)

DA IMPLANTAÇAO DE UM MODELO DE LIDERANÇA SERVIDORA E

A BUSCA PELA EXCELENCIA EM TODAS AS AÇÕES

Hoje, Comandante! Agradecemos por todo o seu esforço, toda a sua dedicação, todo o seu trabalho, todo o seu amor a POLICIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO e ao COMANDO DE POLICIAMENTO DO INTERIOR TRES…
O comando do CPI-3 temos certeza, foi um sonho, algo para o que o Sr se preparou em sua carreira e almejou…e DEUS na sua infinita bondade o presenteou…o Sr assumiu esse Comando de uma pessoa que lhe confiou todos nós…um amigo do Sr…, a quem o Sr humildemente e orgulhosamente faz questão de sempre citar…e já explicou isso em várias oportunidades…concretizou vários projetos porque seu antecessor, repito, aquele que lhe confiou o comando do CPI-3 assim propiciou…

Foi um presente e temos certeza que diante da personalidade do Sr…viveu intensamente e curtiu todas as dores e alegrias desse presente….
Personalidade arrojada, comprometimento, proatividade, objetividade, experiência, criatividade, integridade, disponibilidade para o próximo, … valores ….com certeza frutos de sua criação, de sua coragem de ousar e resultado de muito trabalho….

Agradecemos a presença dos pais do Coronel Figueiredo nesta singela homenagem Sr Antonio de Aquino Figueiredo e Alairce Gouvea Figueiredo, da filha Ingrid, do irmão Subten PM Figueiredo e dos primos Cap PM Alan e Cb PM Fernanda a quem com certeza podemos atribuir as qualidades do Comandante…só o bom filho, é bom pai, bom irmão, boa pessoa….

Esperamos Cel FIGUEIREDO que o Senhor seja ainda mais feliz e realizado na nova missão abraçada…formar novos policiais militares…Há muito a fazer….
Como o Sr já publicou…VIVE-SE DIAS CONSAGRADOS, OS QUAIS TEMOS CERTEZA QUE JAMAIS OUSAREMOS ESQUECER e assim, nós do CPI/3 também não esqueceremos do Sr Comandante! Conte conosco!

Outro dia Cel Figueiredo… o Sr disse que chegou sem malas, ofereceu trabalho onde o Sr estivesse…sabe Coronel, o Sr pode ter chegado sem malas, mas confessou que fez novos amigos!! Não se esqueça de nós!!

Que DEUS lhe abençoe muito na nova jornada…outros sonhos já irão se concretizar e novos tempos virão…

Nosso muito obrigada COMANDANTE!!

 

Local: Salão Nobre durante revista do Estado Maior do CPI/3, em 16MAR17.

Por: Márcia Faria, oficial de comunicação social do CPI-3

TEXTO DA DESPEDIDA DO CORONEL PM HUMBERTO GOUVEA FIGUEIREDO

 

Local: Salão Nobre durante revista do EM do CPI/3, em 16MAR17.
Senhoras e Senhores, Bom dia!
Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:

há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou;

tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria;

tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar;

tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora;

tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de estar calado e tempo de falar;

tempo de amar e tempo de aborrecer; tempo de guerra e tempo de paz.

Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga?

Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele… (ESSAS SÃO PALAVRAS EM ECLESIASTES 3)

Estou repetindo o texto bíblico para Comandantes da mesma estirpe….

Coronel HUMBERTO GOUVEA FIGUEIREDO, Comandante!

Hoje é tempo de mudanças…e vamos aproveitar essa oportunidade para falar desse quase um ano sob vosso Comando:

Vou falar de inovações…o Sr as trouxe…alguns conceitos, especialmente na área de relacionamento humano foram aprendidos e estão sendo praticados…paramos alguns momentos para pensar no nosso próximo, nos nossos colaboradores e também na divulgação de nosso trabalho, e principalmente na valorização de nosso trabalho!

Como nos disse o Sr, Cel FIGUEIREDO… cada um tem seu jeito de comandar…

Nós aprendemos a ter mais cuidado em colocar objetos negativos junto a nossa marca POLICIA MILITAR!

Iniciou-se uma série de audiências públicas, os nossos Comandantes até nível GP estavam praticando mais uma vez Polícia Comunitária e em contato com a Comunidade mostram o nosso excelente trabalho…

Iniciou-se nesse período os grupos de vizinha solidária, visitas da Comunidade as nossa Unidades, encontros para ensinar e para aprender…

Exemplificando…da mesma forma que as crianças da Comunidade local da 3ª Cia PM do 51º BPM/I foram até a Companhia Legal, o 3º BPM/I e o CPI receberam as crianças da APAE num esforço de todo o efetivo para que elas se sentissem felizes!!

Não saberia citar momentos mágicos como esses em outros Batalhões mas tenho certeza que aconteceram…e eu sei que o Sr tomou conhecimento …pois abriu um canal direto de comunicação com seus subordinados…
Todos falam com o Comandante!
E via zap!!!

O Sr visitou cada uma de nossas cidades e distritos e por quê?
Porque tinha como objetivo de ir até o local onde havia um colaborador seu e saber como ele trabalhava e em que condições…o Comandante do CPI tomou café e sentou para conversar com muitos policiais militares que nunca tinham recebido essa visita

Mas…além de visita-los também os trouxe ao seu gabinete…
não importa como chegou a notícia, fez questão de homenagear muitos, quem pode presenciar viu …houve choro, tremor e alegria pelo recebimento, como diz o Sr de um simples pedaço de papel que não vale muitos centavos…mas de alguma forma o Comandante tentava materializar o seu agradecimento pelo trabalho bem feito do herói policial militar

Inseriu a homenagem ao nosso veterano nas solenidades e disse muitas vezes o quanto devemos zelar por esse que plantou o lugar onde vivemos e trabalhamos, e viu o maestro de 90 anos reger a BRM do CPI/3…

Chamou para tomar um café nossos ex-Comandantes a fim de te-los por perto e aprender com eles…Sim o Comandante do CPI ouviu e se aconselhou com figuras que sempre admirou…E é assim mesmo, pessoas sabias ouvem a voz da experiência e ponderam as ideias daqueles que durante sua carreira admirou em suas posturas e decisões …

Também se preocupou com os nossos policiais que passam para a inatividade…as vezes nem da tempo de se despedir…o tempo urge…e a entrega do Manual do Veterano pelo Comandante é para que ele não se esqueça que é importante e que as portas do Quartel estão abertas…afinal sempre será um de nós!!

Estreitou relacionamento com o público externo, mas na hora de cobrar…repudiou e demonstrou a força da POLICIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

Homenageou os nossos policiais militares para nos lembrarmos o quão importantes nos somos e como é difícil falar de coisas boas e feitos heroicos que a todo instante o miliciano pratica ….

Implantou o modelo de Liderança Servidora….para que pensássemos….

Desdobrou-se para divulgar a Instituição e fortalece-la junto a Comunidade…

Preocupou-se com a saúde de todos, inclusive com a saúde espiritual…abriu as portas dos Quarteis e implantou a Capelania Voluntária…que faz um trabalho de formiguinha…palavra a palavra e é suporte para todos que necessitam…todos precisam de luz….
E a luz pode estar na música, aqui fica o agradecimento por enviar a Banda Regimental de Musica a todas as 93 municipios da região, para fazer policiamento e encantar a comunidade, e ainda e principalmente, para tocar para o nosso publico interno….e o Sr sabe bem o que fizeram os nossos Comandantes …pediram para a Banda tocar para as APAES… porque é como o Sr Cel Figueiredo bem sabe…temos na alma, na farda, muito a oferecer, basta olhar para o lado…

As campanhas educativas e filantrópicas que o Sr movimentou….com a ajuda de todos os policiais militares do CPI colaboraram com muitas entidades…e só para o GACC forneceram 16. mil fraldas …sem contar outras entidades beneficiadas e outras ações que se desencadearam nas Unidades….fomos papai noel para mais de 5 mil crianças…e isso seria comparando ao efetivo… mais de cem por cento de participação…Se cada policial desse um brinquedo no CPI, não chegaríamos a esse resultado….

Cumpriu-se o objetivo…fomos envolvidos….ajudamos

Não estou falando aqui dos números de produtividade desse período, isso já é contabilizado pelas estatísticas e também é resultado do trabalho de todos, tendo o Comandante o papel de priorizar a atividade operacional, mas estou comentando o trabalho realizado que envolveu todos os policiais militares da administração e do serviço operacional de valorização…

E ainda não poderia deixar de citar o Treinamento de resistência a fadiga psico-fisica, a união de forças amigas com o trabalho em conjunto com as Guardas Municipais e o Colegiado Político, dentre outros PROJETOS que o Sr idealizou e que são sementes que foram plantadas propondo uma mudança e conscientização de nós policiais militares…

Tenho certeza que não saberia descrever tudo o que o Sr fez, colaborou e incentivou a que se fizesse….

O Senhor, Cel FIGUEIREDO ensinou…esse é um de seus dons…ensinar, criar, idealizar…implantar e deixar crescer e frutificar, seja lá para onde os galhos sigam, as sementes são boas…

Sabe Comandante do que falei até agora?

DE TRANSPARENCIA NA GESTAO

DE SEDIMENTAÇÃO DA FILOSOFIA DE POLÍCIA COMUNITÁRIA, COM FOCO NA APROXIMAÇÃO ENTRE A POLICIA E A COMUNIDADE

DO FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL E POLÍTICO DA PMESP NA REGIAO DE RIBEIRAO PRETO

DA PRIORIDADE DA ATIVIDADE OPERACIONAL (POLICIAMENTO OSTENSIVO)

DA IMPLANTAÇAO DE UM MODELO DE LIDERANÇA SERVIDORA E

A BUSCA PELA EXCELENCIA EM TODAS AS AÇÕES

Hoje, Comandante! Agradecemos por todo o seu esforço, toda a sua dedicação, todo o seu trabalho, todo o seu amor a POLICIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO e ao COMANDO DE POLICIAMENTO DO INTERIOR TRES…
O comando do CPI-3 temos certeza, foi um sonho, algo para o que o Sr se preparou em sua carreira e almejou…e DEUS na sua infinita bondade o presenteou…o Sr assumiu esse Comando de uma pessoa que lhe confiou todos nós…um amigo do Sr…, a quem o Sr humildemente e orgulhosamente faz questão de sempre citar…e já explicou isso em várias oportunidades…concretizou vários projetos porque seu antecessor, repito, aquele que lhe confiou o comando do CPI-3 assim propiciou…

Foi um presente e temos certeza que diante da personalidade do Sr…viveu intensamente e curtiu todas as dores e alegrias desse presente….
Personalidade arrojada, comprometimento, proatividade, objetividade, experiência, criatividade, integridade, disponibilidade para o próximo, … valores ….com certeza frutos de sua criação, de sua coragem de ousar e resultado de muito trabalho….

Agradecemos a presença dos pais do Coronel Figueiredo nesta singela homenagem Sr Antonio de Aquino Figueiredo e Alairce Gouvea Figueiredo, da filha Ingrid, do irmão Subten PM Figueiredo e dos primos Cap PM Alan e Cb PM Fernanda a quem com certeza podemos atribuir as qualidades do Comandante…só o bom filho, é bom pai, bom irmão, boa pessoa….

Esperamos Cel FIGUEIREDO que o Senhor seja ainda mais feliz e realizado na nova missão abraçada…formar novos policiais militares…Há muito a fazer….
Como o Sr já publicou…VIVE-SE DIAS CONSAGRADOS, OS QUAIS TEMOS CERTEZA QUE JAMAIS OUSAREMOS ESQUECER e assim, nós do CPI/3 também não esqueceremos do Sr Comandante! Conte conosco!

Outro dia Cel Figueiredo… o Sr disse que chegou sem malas, ofereceu trabalho onde o Sr estivesse…sabe Coronel, o Sr pode ter chegado sem malas, mas confessou que fez novos amigos!! Não se esqueça de nós!!

Que DEUS lhe abençoe muito na nova jornada…outros sonhos já irão se concretizar e novos tempos virão…

Nosso muito obrigada COMANDANTE!!

VALEU A PENA! FOI MUITO BOM ENQUANTO DUROU!

Movimentação

Conforme publicação inserta no Diário Oficial de hoje, 17 de março de 2017, por decisão do Comando Geral da Polícia Militar, ratificada pelo Governador do Estado em Decreto por ele assinado, fui designado para assumir o Comando da Escola Superior de Soldados, na capital do Estado, desligando-me a partir de hoje, do Comando de Policiamento do Interior – 3, região de Ribeirão Preto.

Assumi o Comando da região de Ribeirão Preto no dia 28 de março de 2016 e lá permaneci por intensos 354 dias, experimentando momentos de grandes alegrias e de alguns sofrimentos: muito mais alegrias do que sofrimento…

Me preparei para comandar a polícia ostensiva de Ribeirão Preto: como cumpri quase 2/3 da minha carreira aqui na região, servindo no 13º Batalhão de Polícia Militar (Araraquara), conhecia a cultura da área, a quase totalidade da oficialidade e das praças e, antes de aqui aportar, estudei detidamente a região e suas necessidades e medidas que poderiam ajudar a ampliar a sensação de segurança do povo que vive ou transita por aqui.

Vim com o sonho de me tornar um grande e inesquecível Comandante, até porque assumi com a responsabilidade de substituir uma das minhas maiores referências na Polícia Militar, senão a maior, o meu amigo Coronel PM José Roberto Malaspina, hoje já merecidamente gozando a aposentadoria.

Organizei o meu comando na região de Ribeirão Preto baseado em cinco eixos estratégicos:

1. Gestão baseada na transparência;

2. Priorização da atividade operacional (o policiamento ostensivo);

3. Sedimentação da filosofia de polícia comunitária, com foco na aproximação entre a Polícia Militar e a Comunidade;

4. Fortalecimento institucional e político da PMESP na região de Ribeirão Preto; e

5. Busca da Excelência em todas as ações realizadas.

Posteriormente, durante minha gestão, um sexto eixo foi incluído: a implantação de um modelo de liderança baseada no conceito da “liderança servidora”.

Para conscientizar a liderança (oficiais e sargentos) da importância do direcionamento do trabalho baseado nos eixos estratégicos definidos, fiz questão de me deslocar logo na primeira semana que cheguei a todas as sedes de batalhões, reunindo-me com todos os oficiais das Unidades, detalhando exatamente o que deveria ser feito, o caminho que seguiríamos e onde queríamos chegar. Pedi (e aconteceu) que as informações que transmiti chegasse ao conhecimento do mais novo Soldado em cada localidade.

O primeiro e exitoso projeto implantado, hoje já consolidado, foi as “Audiências Públicas com a Comunidade”: eventos trimestrais, presididos pelos respectivos comandantes locais da PM e supervisionados por um oficial superior de cada batalhão, as audiências públicas constituem num importante momento para interação com a comunidade, visando a prestação de contas, a apresentação do plano de trabalho e, especialmente, a possiblidade de ouvir os reclamos e anseios da comunidade. Estabeleceu aquele que imagino ser a melhor forma de controle da atividade policial: o controle social, feito pela comunidade.

Ao longo de minha gestão foram realizadas pelo menos 3 Audiências Públicas em cada uma das 93 cidades da região, perfazendo o número espetacular de 297 Audiências Públicas realizadas em pouco menos de um ano.

Uma segunda iniciativa adotada foi as chamadas “Visitas Programadas”: ao longo de minha gestão, de forma planejada visitei os 93 municípios da região, conhecendo “in loco” as necessidades de cada localidade, as condições das Unidades da PM, conversando com o efetivo, passando orientações e instruções, verificando aspectos relacionados à logística, entre outros. As visitas sempre geravam um “Relatório do Comandante”, que era encaminhado ao Comando de cada Batalhão para a adoção de medidas por mim indicadas e que chamava de “oportunidade de melhorias”. Também fiz questão de registrar fotograficamente cada OPM, constituindo um banco de dados valioso sobre cada lugar. Também nas visitas programadas eram estabelecidos contatos com as Autoridades Municipais ou de outros Entes Federativos com sede local: foram realizadas reuniões com Prefeitos, Vereadores, Presidentes de Câmaras, Presidentes de Conseg´s, Juízes, Promotores, Delegados de Polícia, enfim, com todas as autoridades que estivessem disponíveis durante as visitas.

Dediquei especial atenção aos Conselhos Comunitários de Segurança, valorizando o órgão e prestigiando os voluntários que o conduzem e colaboram com as forças de segurança: participei pessoalmente de inúmeras reuniões de Conseg´s em diversas cidades da região.

Preocupado com a redução da letalidade policial, realizei o primeiro treinamento de resistência à psicofadiga, que teve como público alvo policiais militares com histórico em mortes ou lesão corporal resultante de intervenção policial. O treinamento foi realizado na cidade de Pirassununga, na área do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica. Um segundo treinamento está programado para o mês de abril do corrente, caso tenha o aval do novo Comandante.

Estabeleci com a imprensa local um relacionamento estreito e ético, não omitindo dados ou informações e sempre exigindo que fosse ofertado espaço para manifestação da posição da Instituição: diversas entrevistas coletivas foram realizadas, programas especiais com a PM foram veiculado, ampliando a visibilidade da Instituição na região.

Dei especial atenção à área de comunicação: padronizamos a nossa linguagem nas redes sociais e fizemos uso a serviço da segurança pública.

Criei o Colegiado Político da área do CPI-3, importante fórum que congrega todos os parlamentares e membros do poder executivo municipal que sejam policiais militares ou que tenham estreita ligação com a Polícia Militar, visando qualificar a discussão política do tema segurança pública.

Implantei o Conselho de Comandantes, outro importante fórum composto por ex-comandantes do CPI e de Batalhões da região, destinado ao debate e discussões de temas relacionados com o comando da região e da segurança pública de uma forma geral. Mensalmente tinha a alegria de receber para a reunião e um café cerca de 20 a 30 coronéis ou tenente coronéis, que muito me ajudaram na complexa tarefa que é comandar a região de Ribeirão Preto.

Editamos o Manual do Veterano, obra organizada por alguns oficiais do CPI-3, capitaneados pelo meu antecessor, Coronel PM Malaspina, contendo informações importantes que devem conhecer os policiais militares quando se transferem para a inatividade.

Para valorizar o veterano, estabelecemos a rotina de entregar um exemplar do Manual no momento em que o policial militar se transfere para a inatividade, em evento simples no Gabinete do Comandante: este contato do policial militar com o Comandante do CPI-3 era sempre um momento mágico e que gerava muitas emoções.

Também procurei priorizar as ações de reconhecimento e valorização do policial militar: mensalmente as solenidades de valorização eram realizadas nos Batalhões e no CPI, enaltecendo as boas ações realizadas pelos colaboradores. Os eventos quase sempre recebiam cobertura e eram divulgados por veículos de comunicação. Acrescentamos homenagens também aos profissionais da imprensa e aos policiais veteranos.

Fomentamos a filantropia: diversas campanhas foram realizadas e a Polícia Militar na região de Ribeirão Preto teve a sua imagem atrelada a ações positivas, de amor e atenção para com o próximo: foram agasalhos, brinquedos, produtos de limpeza e higiene, cadeiras de rodas, entre outros, doados a pessoas e entidades que necessitavam. No mesmo sentido, também foram realizadas ações visando atender casos pontuais de necessidades por parte do público interno (policiais militares).

Implantamos na área do CPI-3 o projeto “Polícia e Igreja” em parceria com a Associação “PMs de Cristo”, viabilizado pelo estruturado serviço da “Capelania Voluntária”. A preocupação em aproximar os policiais militares de Deus foi perseguida e, com muito sucesso, alcançada.

Iniciávamos (e não foi possível concluir) uma iniciativa denominada “Forças Amigas: Unidas para Proteger o Cidadão”, que consistia no fomento do comando regional da polícia ostensiva a um trabalho mais harmônico e integrado entre a Polícia Militar e as Guardas Civis Municipais nos municípios que possuem GCM. Foram realizadas reuniões com os comandantes das Instituições na cidade de Ribeirão Preto e na região de Franca. Ficará a cargo da nova gestão dar continuidade ou não a este projeto.

Mas houve também momentos de muita dor, angústia e sofrimento: o primeiro deles foi a morte de 3 jovens e belas Soldados em processo de formação pelo 33º BPM/I (Barretos), em um trágico acidente de automóvel seguido de incêndio no veículo que ocupavam.

Houve ainda, na cidade de Ribeirão Preto, o chamado “Caso Luana”, caracterizado pela tentativa de “linchamento moral” dos policiais militares que eram acusados antecipadamente de serem o autor de um homicídio na cidade: no mesmo dia em que tomava posse oficial (16/5), um Vereador à época organizava na Câmara Municipal de Ribeirão Preto uma Audiência Pública, da qual não me omiti em participar e onde passei pela maior humilhação da minha vida, sendo impedido de me manifestar, recebendo vaias e tendo as costas para mim virada nos poucos minutos de silencio que me permitiam tentar apresentar os meus argumentos. Na oportunidade não defendia pessoas, mas apenas exigia que se cumprissem os preceitos legais aos quais todos os cidadãos têm direito: a presunção de inocência e o direito ao devido processo legal, incluindo aí a ampla defesa e o direito ao contraditório. A tristeza deste e dos dias seguintes foi superada por um dos momentos mais marcantes da minha vida, quando tive resgatada a minha oportunidade de me manifestar, falando na tribuna da Câmara Municipal para um auditório lotado de amigos e simpatizantes da Polícia Militar.

No dia 05 de julho de 2016 sofri a minha primeira grande derrota em Ribeirão Preto: o assalto às instalações da Prossegur entrará para a história como o maior evento criminoso havido na cidade. Naqueles dias me senti impotente e, confesso, até pensei em parar e me aposentar, dada a desproporcionalidade de forças entre os criminosos e as forças de segurança. Chorei muito a perda do primeiro policial militar na minha área: os criminosos que roubaram a Prossegur mataram covardemente o Cabo PM Wilker, no 3º Batalhão de Polícia Rodoviária, que nos apoiava na ação.

Quis Deus que quase no apagar da minha gestão e diante da possibilidade de uma ação delitiva similar à que houve na Prossegur, numa ação articulada e muito bem planejada, pudéssemos não só evitar um novo crime gravíssimo, como ainda prender 9 criminosos, apreender 5 fuzis, 3 pistolas, coletes a prova de bala, rádios comunicadores, bloqueadores de celular, entre outros objetos que seriam usados no crime. A atuação exclusiva da Polícia Militar foi tão relevante que teve a deferência de receber homenagem do Governador do Estado, em solenidade realizada no último dia 13/3.

Infelizmente o último momento de tristeza no período em que comandei o CPI-3 viria quase no final dos meus dias como Comandante: no mesmo dia em que recebíamos a homenagem do Governador Geraldo Alckimin, uma nova ação criminosa ocorreria na cidade de Barrinha (um roubo a carro forte) e, no desenrolar da ação, assisti partir o segundo policial militar sob meu comando na região de Ribeirão: os criminosos, também com a covardia que os caracteriza, ceifaram a vida do jovem policial Érick Henrique, que servia em Guariba.

Deixo Ribeirão Preto com a certeza de ter oferecido o melhor de mim! Esforcei-me ao máximo para ser um Comandante presente, para ser justo, para pregar o respeito e o reconhecimento àqueles que mereciam.

Penso ter deixado absolutamente claro a todos o quanto eu amo a minha tropa, quanto me agrada estar a seu lado e defende-la nos momentos em que injustamente é atacada.

O faço, e continuarei fazendo, não por uma postura corporativista, mas sim porque estou convicto que este é o papel de um Comandante.

Encerro minha manifestação, que é uma espécie de prestação de contas, agradecendo a toda comunidade da região que me acolheu e me recebeu com tanto carinho e atenção; agradeço também as autoridades da região, que sempre me ofertaram apoio e me ouviram; agradeço a imprensa que nunca me negou espaço para que pudesse apresentar a versão da PM na notícia que envolvia o tema que nos era afeto; registro agradecimento especial também à minha equipe de colaboradores, oficiais e praças, que acreditaram em mim e que fizeram seus, os meus projetos e sonhos.

Agradeço de forma especial os policiais militares que atuam no policiamento ostensivo, realizando aquilo que em qualidade se chama de “Hora da Verdade”.

Peço perdão por eventuais erros e injustiças que eventualmente cometi: tenham a certeza de que nunca foram propositais.

Fui muito feliz aqui! Posso dizer que me realizei…

Valeu muito a pena enquanto durou…

Parto agora para uma nova tarefa: formarei os MELHORES SOLDADOS POLICIAIS MILITARES DO MUNDO, NA MAIOR ESCOLA DE FORMAÇÃO DE POLICIAIS MILITARES DO UNIVERSO.

Como diz o hino da Escola Superior de Soldados, “vivo dias consagrados, que jamais ousarei esquecer”…

Que os novos dias de fato me consagrem!!!

Ao meu substituto, novo Comandante do CPI-3, Coronel PM Washington, desejo que seu comando seja infinitamente superior e mais profícuo que o meu, pois a gente desta Terra merece isto! Estarei de longe torcendo pelo seu sucesso.

Estaremos juntos sempre!

Forte abraço a todos(as)!

Humberto Gouvêa Figueiredo

Coronel Figueiredo: da gráfica do O Imparcial ao mais alto posto da PM

O coronel da Polícia Militar Humberto Gouvêa Figueiredo, de 49 anos, hoje comanda o 3º Comando de Policiamento do Interior (CPI-3), sediado na cidade de Ribeirão Preto, que administra o policiamento de 93 cidades da região central do estado de São Paulo com um efetivo de 4 mil policiais militares. Mas, Figueiredo começou sua vida profissional ainda muito jovem, na área gráfica do jornal mais antigo da cidade, O Imparcial.

Figueiredo conta com saudade que entrou no jornal com 14 anos de idade, em 1982, onde teve seu primeiro registro em carteira de trabalho exercendo a função de compositor e auxiliar de linotipista na gráfica deste periódico. De acordo com ele, trabalhar no jornal O Imparcial foi um divisor de águas que lhe abriu as portas para o mercado de trabalho, além de lhe render estímulo para a vocação da escrita e abrir novos horizontes para em sua vida.

“Aqui aprendi muito com grandes profissionais com quem trabalhei e com as tecnologias da época com as quais tive contato. Lembro-me de quando o primeiro aparelho de fax foi instalado aqui na redação do jornal, em 1983, e a gente viu a foto do jogo entre Ferroviária e Grêmio que havia sido disputado lá em Porto Alegre, brotando daquele aparelhinho. Aquilo foi uma coisa muito marcante para mim”, lembra o coronel.

Figueiredo ressalta que além de ter uma grande identificação com o jornal que conta a história de Araraquara há 87 anos, nutre uma gratidão muito grande pelo o que a empresa representou em sua vida, não só profissional, mas também pessoalmente. “Tenho uma gratidão muito grande pelo jornal O Imparcial. Aqui fiz amigos e aprendi muito”, ressalta.

Academia do Barro Branco

No dia 4 de fevereiro de 1.985, o jovem Figueiredo que é filho e irmão de militares, ingressava na Academia do Barro Branco de onde sairia com a patente de aspirante a 1º tenente da Polícia Militar no ano de 1.988.

Sua carreira militar se iniciou em Araraquara como aspirante a oficial, em seguida foi transferido para o batalhão da Zona Norte de São Paulo, depois para o 38º BPMI em São Carlos, de onde retornou para Araraquara em 1991 e ficou até 1999, quando foi transferido para a Academia do Barro Branco, onde atuou como instrutor até o ano de 2001, retornando para Araraquara onde permaneceu até 2009 e na época recebeu a patente de major indo trabalhar no Quartel Geral da PM na capital, onde exerceu a função de relações públicas no setor de Comunicação Social e também atuou nas áreas de logística e planejamento. No ano de 2013, quando assumiu o posto de tenente coronel foi designado para comandar o 36º BPMI em Limeira, onde ficou até 2014, quando assumiu a patente de coronel – a mais alta da Polícia Militar -, assumindo o comando do CPI-9 em Piracicaba, até ser transferido no ano passado para a cidade de Ribeirão Preto, onde comanda o CPI-3, que compreende 93 cidades da nossa região incluindo Araraquara, e conta com 7 batalhões e um efetivo de aproximadamente 4 mil policiais militares.

Sonho e realização

Figueiredo conta que o sonho de todo jovem que ingressa na Academia do Barro Branco é chegar ao posto de coronel, mas no início isso parece um lugar muito distante e às vezes inatingível. Por isso, a vida do policial militar é feita de trabalho incansável e dedicação exclusiva à carreira.

“A carreira militar tem que estar no sangue, porque quem não gosta não consegue suportar, pois é um ritmo de vida muito diferente e de dedicação exclusiva. Na academia tem atividades das 6 horas da manhã até às 22 horas, quem não se adapta não consegue chegar ao final. Quem escolhe ser policial militar tem que saber que escolheu servir as pessoas. Ele não pode achar que está fazendo um favor, mas lembrar de que aquilo é sua obrigação”, ressalta.

Família PM

Figueiredo vem de uma família composta por vários policiais militares, começando por seu pai, o 1º sargento PM reformado Antônio de Aquino Figueiredo, e segue com seu irmão Rogério que é subtenente em Américo Brasiliense e seu primo Alan que é capitão e comanda a Companhia de Força Tática de Araraquara. Porém, os filhos tomaram outros rumos profissionais.

O coronel conta orgulhoso que sua filha caçula Ingrid Delboni Figueiredo, de 23 anos, é formada em biomedicina e atualmente faz uma pós-graduação na mesma área na Unesp de Araraquara. Já o filho Cairê Delboni Figueiredo, de 25 anos, é escrevente técnico do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Desafios

Para Figueiredo, desempenhar as funções inerentes a mais alta patente da Polícia Militar não é tarefa fácil e o grande desafio é o controle dos índices criminais na região que ele administra. Mas, além disso, o líder tem que ser um facilitador para que os subordinados possam desempenhar seus trabalhos com excelência. Para conseguir desempenhar um bom trabalho e conseguir os resultados esperados, o coronel lembra os 6 eixos principais do trabalho policial destacados abaixo:

1- Transparência

2- Priorização da atividade do policiamento ostensivo

3- Fortalecimento político da instituição

4- Sedimentação da Filosofia da Polícia Comunitária

5- Busca da excelência de todas as ações policiais

6- Fomento do modelo de Liderança Servidora.

Audiências Públicas

Outro ponto importante destacado pelo coronel são as audiências públicas realizadas pela Polícia Militar para prestar contas do trabalho policial à sociedade. Entre as atividades realizadas se devem ressaltar o diagnóstico, a apresentação do plano de trabalho – que nada mais é que ouvir a comunidade – e, por fim, estabelecer o controle social da atividade.

Figueiredo lembra também que a valorização do policial militar é algo levado a sério pela instituição que realiza cerimônias mensais para homenagear, por exemplo, policiais envolvidos em ocorrências de destaque. Por outro lado, visando sempre a excelência dos serviços prestados, o policial tem o desempenho avaliado a cada seis meses.

“A relação entre a PM e a população é muito importante, pois só com a cooperação mútua chegamos aos resultados esperados”, conclui.

 

 

Fonte: http://www.jornaloimparcial.com.br/2016/noticias/supermanchete/coronel-figueiredo-da-grafica-do-o-imparcial-ao-mais-alto-posto-da-pm

BRILHANTE REFLEXÃO

Um texto muito oportuno escrito por um Oficial do Exército Brasileiro que, sem conhecê-lo, sei que é brilhante.
Aos amigos peço que leiam e reflitam.

“CEL DO EXÉRCITO ESCREVE TEXTO ABSURDAMENTE BRILHANTE

Do Cel CARLOS ALBERTO BASTOS MOREIRA

A TODOS MEUS IRMÃOS EM ARMAS.

Não se iludam com aplausos de intervenção de EB.

Nós não fomos feitos para isso, a não ser para policiarmos áreas em que já destruimos o inimigo práticamente de maneira total, pelo emprego total de nossas armas e poder de fogo.
Não temos o perfil de patrulhar ações pontuais, em área completamente sob o poder do inimigo.
Estão nos colocando ( e a nosso potencial humano combatente ) numa situação de fragilidade perante a lei do politicamente correto, Qualquer militar que atira, que matar, certamemnte vai começar tendo sua arma recolhida, para exame balistico.
Isso não existe para nós na guerra, nossa destinação.
Somos totalmente diversos de uma destinação da honrosa policia, por principios de emprego.
O policial atira se a voz de prisão não for respeitada….
Exercito é feito para atirar primeiro e quem não quiser morrer que se renda. Totalmente diferente. Ou não funciona e só desmoraliza.
Policia é muito mais capaz de atuar nesses eventos pontuais de desordem.
Nós somo profissionais do aniquilamento, embora muitos que já se tornaram “vôvôs” tenham perdido a noção desse conceito. Temo muito por nossos rapazes, soldados, demais graduados e oficiais…. largados numa arena e tendo um braço amarrado ….
Não se esqueçam ou por isso me critiquem : nós somos profissionais do aniquilamento do inimigo e só somos aptos a patrulhar áreas onde nosso potencial ja se fez totalmente sentido.
Não somos policia. Policia é coisa especializada. Nos somos o Caos.
A guerra.
Temo a desmoralização… as armas recolhidas para balistica pelos ” direitos humanos, etc, etc…
Temo o tenente preso e abandonado pelos chefes( como já aconteceuy no Alemão )…temo a proximidade de conversas com o inimigo. temo mais um escândalo.

C2-50 Manual de Campanha da Cavalaria …. art….paragrafo ….. ” é terminantemente PROIBIDO entabolar conversações com o inimigo. Qualquer tentativa deste, nesse sentido, deve ser repelida pelas armas “..

Vai dar para fazer sem que a ” justiça” ( que está em posição de emboscada ) não condene o guerreiro que seguiu o regulamento..???..

Eu não consentiria a menos que houvesse Lei Marcial e estado de Guerra.
Eu gosto de soldados…
E quando uma mãe manda seu filho para servir ao Exercito, ela até sabe que ele pode morrer em alguma guerra. Mas jamais se conformará se ele for preso por atirar em vagabundo.

A POLÍCIA NÃO PRENDE MAL!

(*) Humberto Gouvêa Figueiredo

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O Brasil enfrenta a pior crise do sistema prisional de sua história: as penitenciárias estão superlotadas, as facções criminosas exercem domínio dentro das prisões, as condições para cumprimento de penas nas nossas cadeias são desumanas, temos cerca de 40% de presos provisórios encarcerados, ou seja, pessoas que já cumprem medida restritiva de liberdade sem que tenha ainda havido uma sentença penal transitada em julgado, enfim, vivemos o caos.

Até o momento em que escrevo este texto já tivemos três rebeliões de grande porte com morte de 119 presos (em Manaus, em Boa Vista e em Natal): talvez até que o conclua, outros presos podem ter sido decapitados…

Há uma guerra extraoficialmente declarada entre duas facções criminosas, que estão colocando em “polvorosa” todos os presídios do Brasil.

Neste complexo cenário, de desordem e omissão generalizada, na busca de razões para justificar a catástrofe, ouvimos gente (algumas em funções relevantes) dizer que um dos problemas que levaram a este caos é o fato de que a polícia prende mal…

Confesso que, como policial militar há mais de 32 anos, estou acostumado a ver e ouvir a polícia (em especial a Polícia Militar) ser sempre apontada como a responsável pela maioria dos problemas que ocorrem na sociedade: somos o “bode expiatório” para quase tudo.

Agora jogar a culpa desta calamidade em que se encontram as prisões no Brasil para o fato das polícias prenderem muito já é demais!

Se a polícia prende significa que ela é atuante e que algumas pessoas comentem crime: o ato praticado pelo policial no exercício de sua função é precário, ou seja, sempre dependente a uma avaliação da autoridade judicial.

Se temos no Brasil tantos presos provisórios encarcerados não é por culpa dos policiais militares que realizaram a sua captura depois de haver praticado uma conduta antissocial, prevista na lei como crime: não é ele (o policial) que decide se é caso do criminoso permanecer ou não recluso; não é ele que delibera onde e como a pena deve ser cumprida.

Imagino que todos saibam, mas não custa reiterar: o policial que se omite no cumprimento daquilo que prevê a lei, ou seja, que deixa de fazer o que a lei determina que seja feito, responde criminalmente por prevaricação.

Então, diferente do discurso daqueles que defendem a ideia de que a Polícia prende mal, é preciso deixar claro a toda sociedade que os policiais prendem aqueles que são flagrados cometendo crimes ou contravenções ou que já foram condenados por cometerem delitos: se é o caso ou não de permanecerem presos, não cabe à esta categoria profissional decidir, mas sim ao Poder Judiciário, observada a legislação vigente.

Se a legislação processual penal, penal e de execução penal são rigorosas demais, como também afirmam alguns, que se mudem as leis, tornando-as mais complacentes, mais favoráveis aos que transgridem as normas sociais…Será que é isto que a sociedade quer?

Sinceramente não sei, pois somos um País onde as pessoas mudam de opinião em função do impacto das manchetes de jornais ou da exposição dos temas nos telejornais.

Mas o que não é admissível nem aceitável por qualquer pessoa de bom senso e com discernimento razoável é transferir para a Polícia a responsabilidade pela tragédia em que se transformou o nosso sistema prisional.

Por favor, busquem os culpados certos.

(*) é coronel da Polícia Militar e comandante do policiamento na região de Ribeirão Preto

APENAS PARA REFLETIR, AS DIFERENÇAS ENTRE O “ONTEM” E O “AGORA”

presidio

(*) Humberto Gouvêa Figueiredo

 

Você que me lê neste breve texto sabe dizer o que há de comum entre o dia 2 de outubro de 1992 e o dia 1º de janeiro de 2017?

Muitos talvez não saibam, mas nas duas datas citadas houve rebeliões em presídios no Brasil e pessoas que cumpriam penas foram mortas.

No dia 02 de outubro de 1992, depois de uma rebelião no antigo complexo penitenciário do Carandiru, na capital de São Paulo, a Polícia Militar foi acionada para intervir, ou seja, o Estado cumpriu o seu papel, ocupou o espaço que lhe é previsto na lei e, em circunstâncias que são apuradas pelo Poder Judiciário, 111 presos morreram.

No dia 1º de janeiro de 2017, ocorreu também uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na cidade de Manaus, capital do Estado do Amazonas. Nesta oportunidade, o Estado optou por não intervir, ficou do lado de fora do presídio, omitindo-se no seu papel e deixando que os presos “administrassem” a crise. O resultado? Até o momento em que escrevo este artigo, 65 mortos, a maior parte deles decapitados.

Na rebelião de 1992, no Carandiru, não se tinha notícia da existência de Facções Criminosas e muito menos de que exerciam domínio sobre a Unidade Prisional.

No Complexo Penitenciário do Compaj, há poucos dias, a motivação da rebelião foi a declarada guerra entre duas Facções Criminosas e as imagens, que dizem por si só, mostram que o poder que exercem os presos dentro das prisões onde deveriam, tão somente, cumprir o castigo que lhe foi imposto pela sociedade por meio do Poder Judiciário.

No episódio do Carandiru, assistimos autoridades públicas literalmente “passando a bola”, não assumindo a ordem dada à Polícia Militar para executar a complexa missão, “jogando para as costas” da Instituição o ônus de ter atuado naquele ambiente que, segundo me relataram amigos policiais militares que participaram da operação, tratava-se de um verdadeiro inferno e de um cenário de guerra.

Em Manaus, a pretexto de não repetir o que tinha ocorrido em 1992, o governo estadual não autorizou a ação da Polícia Militar e os presos sentenciaram à morte aqueles que entendiam que deveriam morrer dentro do presídio. Filmaram e fotografaram as execuções, que agora circulam o mundo. A Amazônia, certamente não será doravante, apenas lembrada pelas suas florestas magníficas, rios abundantes, flora e fauna espetaculares…

A comparação entre os dois fatos deve nos fazer refletir sobre algumas questões que são importantes e que repercutem diretamente na segurança pública: como estão de fato hoje os presídios no Brasil? Qual o nível de controle que tem o Estado nos Estabelecimentos Prisionais? Qual a eficiência do modelo de execução penal? Vale a pena o Estado “abandonar” o assunto, transferindo ao particular a gestão das prisões? Como resolver o problema das superlotações nos presídios?

Humildemente confesso que não sei as respostas para as questões postas mas, como cidadão, estou muito preocupado com o que pode vir pela frente a partir do que aconteceu em Manaus…

Deus nos ajude!

 

(*) é Coronel da Polícia Militar e comandante do policiamento na região de Ribeirão Preto.

ASSIM EU APRENDI!

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Hoje eu perdi o sono mais cedo e me veio à mente tudo o que eu vivi e aprendi na inesquecível Academia de Polícia Militar do Barro Branco, do dia 04 de fevereiro de 1985 até o dia 15 de dezembro de 1988.
Lembrei-me dos valores e princípios que meus mestres, Comandantes e cadetes mais antigos me transmitiram, afirmando que eles seriam essenciais para que eu tivesse uma carreira integra e pudesse um dia, quem sabe, ser coronel da PM.
Recordei-me de ter que entrar em forma para avançar o Rancho e ver seguir na minha frente aqueles que tinham precedência sobre mim, num aprendizado de que a autoridade e a hierarquia deviam ser respeitadas sempre, até na hora sagrada da refeição.
Me veio à mente os Jogos de Inverno, quando também os meus superiores tinham a prioridade na composição das equipes, ainda que eu me achasse mais habilidoso: aprendi a esperar a minha vez, a respeitar os que vieram antes por méritos e, por isto, tinham direito à deferência.
Ao longo de mais de três décadas na Polícia Militar nada perdi por respeitar todo ensinamento que me foi passado.
Sou feliz por ter a certeza de que valeu a pena seguir o caminho do bem, da ética e do respeito ao meu semelhante.
O meu maior professor, o velho Sargento Reformado Figueiredo, meu Pai, sempre me falou: “vale a pena ser honesto, vale a pena fazer o bem, vale a pena respeitar os outros, ainda que isto às vezes lhe faça parecer um bobo”.
Deus esteja com cada um de vocês!

Coronel PM Humberto Gouvêa Figueiredo