Não podemos perder tantos jovens

Olá, boa tarde a todos vocês!
Venho agora aqui no nosso Blog para escrever um pouco sobre um assunto que entendo de extrema relevância e que, estou convicto, nossos governantes e toda a sociedade precisa se preocupar.
Vi ontem a publicação do “mapa da violência” pelo Ministério da Justiça (aliás, publiquei aqui no Blog o link para que fosse consultado pelos leitores interessados) e lá, me deparei com os dados sobre a mortalidade juvenil.
Estamos, ano após ano, vendo crescer o número de jovens, dos 16 aos 25 anos, mortos por causas externas, especialmente vítimas de crimes ou de acidentes de trânsito.
Perdemos um faixa da população no momento mais produtivo de sua vida: além do impacto social que isso gera, ocorre também um impacto econômico muito grande, que afeta diretamente as finanças do País.
Políticas públicas devem ser pensadas e levadas a efeito para tentar reverter este cenário, tão negativo para o Brasil.
Precisamos entender o que passa na cabeça dos nossos jovens e agir de modo a evitar que eles morram tão precocemente: isso envolve áreas governamentais da educação, saúde, segurança, assistência social, etc..
Temos que ouvi-los mais! Entender o momento de suas vidas e interferir positivamente, orientando-os ao invés de facilitar a ruptura que eles buscam e que é natural neste momento da vida!
Aconselho que visitem o link que apontei em alguns posta atrás e que vejam o quão grave é a situação.
Gostaria de ouvir vocês sobre o que pensam a respeito disso!
Um abraço
Boa sexta!
Humberto

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6 comentários

  1. Michele Seabra · fevereiro 26, 2011

    Quanto as mortes relacionadas à crimes, existem vários fatores.
    Alguns jovens morrem de graça, outros envolvem-se com a criminalidade e acabam por perder a vida, seja por vingança, acerto de contas, drogas, etc e por aí vai. Quanto a acidentes de transito, infelizmente, a imprudência ainda é constante.
    Mas não é só isso.
    É sim um assunto de extrema importância, mas os governantes pouco se importam.
    Impera o malthusianismo…
    E em que mundo vc vive para acreditar que existe ajuda das áreas governamentais da educação, saúde, segurança, assistência social, etc..???
    Não existe igualdade.
    Quanto à criminalidade, vistes as condições em que acontece, além da faixa etária?
    Os trabalhos de “conscientização” muito mal se estendem a periferia.
    Sendo assim, como interferir?
    O ser humano precisa ser mais valorizado…

    • capitaofigueiredo · fevereiro 26, 2011

      Assim você pensa!
      Eternamente respeitarei o seu jeito de pensar…
      Mais uma vez divergente do meu….rsr
      Humberto

  2. ANDREIA FARGNOLI · fevereiro 26, 2011

    A probabilidade de morte na juventude é até cinco vezes maior do que na infância. Acidentes no trânsito, armas, álcool e drogas aumentam o risco de óbito até os 25 anos
    A perda de um parente jovem representa uma dor difícil de superar para muitas famílias. Segundo pesquisas do governo e da Unicef, fundo das Nações Unidas para a infância, os jovens estão mais expostos à fatalidade.

    Aos 20 anos, o risco de morte é de 1,423 para cada grupo de mil indivíduos da mesma idade. Aos 10 anos, a probalidade de morte é de 0,244, isto é, 4,83 vezes menor, segundo a pesquisa do IBGE.

    Fatores como a violência, acidentes de trânsito, armas de fogo e doenças contribuem para os altos índices de fatalidade entre os jovens.
    A partir dos 18 anos, quando já é possível tirar a carteira de habilitação, a incidência de óbitos no trânsito cresce.

    Violência / Os jovens também estão mais vulneráveis à morte por meio de arma de fogo. Desde acidentes por disparos acidentais até homicídio.

    “A presença de uma arma aliada a outros fatores como drogas e álcool podem levar a situações que terminam em mortes. Com a proibição do porte de arma esse risco diminuiu, mas ainda existe”, diz Melina Risso, diretora da ONG instituto Sou da Paz.

    A Unicef e a Secretaria de Direitos Humanos criaram um índice para comparar os casos de homicídios de jovens com idade entre 12 e 18 anos nas cidades com mais de 100 mil habitantes. O IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) considera os registros entre 2005 e 2007.

    De acordo com o IHA, a cidade mais violenta do país é Foz do Iguaçu (PR), com 11,8. A média no país é de 2,6.
    Nenhuma cidade do estado de São Paulo está entre as 15 mais perigosas para os jovens.

    No estado, o maior índice é em Votorantim, com 3,9. Araçatuba vem em segundo com 2,7. Salto tem um IHA de 2,62. “A cor tem peso muito grande nos índices de homicídios de jovens. Morrem quatro negros para cada branco. Em 2005, eram dois negros para cada branco”, diz a pesquisadora da Unicef Helena Oliveira.

    Humberto:

    É muito triste depararmos com essas estatísticas. Aliás, se formos realmente colocar na ponta do lápis, esse número é bem mais expressivo, haja vista, que o consumo exagerado de álccool e drogas também tem contribuido e muito para engrossar esses números. Quem quiser conferir isso que estou dizendo, basta ir à cracolândia vertical que fica em Itaquera, o prédio abriga cerca de 50 pessoas e a maioria são jovens viciados em crack, cocaína, etc. Resultado disso? Caixão! Portanto, já está na hora de o governo criar alguma campanha de conscientização voltada para este tema, senão daqui a alguns anos não teremos mais jovens nesse país.

    Andreia Fargnoli

  3. Mauro · fevereiro 26, 2011

    Para mim, um dos pontos fundamentais para a solução desses problemas passa necessariamente pela educação básica. Aqui em São Carlos vejo investimentos importantes nessa área, especificamente nas escolas municipais. Até o 5° ano tem-se investido, principalmente, em infra estrutura. Tenho participado desse processo como pai de aluno. Mas e depois? O aluno “cai” no sistema do estado, onde os professores são desvalorizados e falta uma política consistente que valorize e estimule a formação de um corpo docente estável de alta qualidade.
    Então, depois desta fase, os pais tem duas opções: a escola particular ou continuar na escola pública, só que agora escola estadual e não municipal.
    É aí que mora o problema.
    O governo gasta bastante com o ensino público médio. E gasta muito mal. Vocês têm noção do kit didático que cada aluno do estado recebe no início do ano?
    E os gastos em informática? Acho que o governo deve gastar sim com os alunos, mas não só com os alunos. Pra encurtar…onde ficam os meste?
    Mas isso isso pra completar meu raciocínio. Esses alunos saem muito mal preparados. Saem empurrados por um sistema de progressão continuada…
    E saem pra vida completamente despreparados e sem perspectivas. E nessa faixa, dos 16 aos vinte e tantos anos, vão tentar “ganhar a vida”. E sem uma personalidade bem formada, sem uma família que suporte, as oportunidades perigosas são muitas. Acho que muitos se enveredam por ai….
    Bem, é um raciocínio linear….

    • capitaofigueiredo · fevereiro 26, 2011

      Muito boa colaboração Mauro.
      Obrigado.
      Comungo integralmente com a sua opinião.

      Humberto

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