Idéia muito interessante!

Moradores de Porto Alegre são convidados a ler enquanto esperam transporte e a trocar suas obras com outras pessoas
Escolher um livro interessante enquanto o ônibus não chega, pegá-lo emprestado não sem antes deixar um outro exemplar para um próximo passageiro, em uma “biblioteca” a céu aberto sem nenhum tipo de organização. Isso é possível desde dezembro em cinco pontos de ônibus de Porto Alegre. Funcionando como experiência e ainda encontrando barreiras, o projeto “Estante Pública” está testando o cuidado da população com sua própria cidade.

A ideia nasceu em 2008, de forma experimental e com recursos do próprio grupo. Foram instaladas bibliotecas em cinco pontos de ônibus de Porto Alegre. Algumas mais bem sucedidas, outras menos. Em julho do ano passado, o coletivo Nômade conseguiu aprovar o projeto na Fundação Nacional de Artes (Funarte), do Ministério da Cultura, e em dezembro criaram cinco novas estantes na capital. Até abril, eles devem concluir um documentário sobre a experiência.

Caracterizado como uma experiência de “participação coletiva e ocupação urbana”, a “Estante Pública” tem um funcionamento simples e preza pela falta de regras e de fiscalização. O grupo aproveitou a estrutura dos pontos de ônibus, utilizada normalmente para peças publicitárias, e, com a autorização da Empresa Pública de Transportes e Circulação (EPTC) fez as estantes de madeira compensada. O resto fica por conta dos moradores dos bairros e usuários do transporte coletivo, que podem pegar um livro emprestado ou disponibilizar um exemplar para que outras pessoas possam ler.

“O livro é o artifício, o motivo da Estante. O objetivo é criar um espaço de convivência e trocas na cidade”, diz Caminha. Ele conta que algumas pessoas que moram em frente às estantes ajudam na organização, pedindo, por exemplo, que ninguém pegue um livro sem deixar outro. Algumas estantes já têm poucos livros e contam mais com revistas e jornais velhos. Outras já viraram alvo do vandalismo – agora, artistas plásticos estão sendo convidados a remodelar as estantes. Mas, para o Nômade, o que importa é a proposta feita aos moradores da cidade.

“Dar ou não dar certo não vem ao caso. O importante é a reação que as pessoas têm ao receberem um voto de confiança de que aquilo foi feito para elas mesmas cuidarem”, afirma Caminha. O coletivo Nômade trabalha com o conceito de “transvenção” – ao contrário da “intervenção”, não trabalha necessariamente com o choque e a provocação, mas com um convite à colaboração.

O grupo agora está convocando as pessoas a criarem estantes por conta própria. Segundo Daniel Caminha, eles já foram procurados por vereadores de Porto Alegre, que pretendem criar uma lei tornando as estantes públicas como um projeto cultural da cidade.

Boas idéias como essa o blog apóia e passa a informação adiante, com a intenção de que outras pessoas e/ou cidades possam copiar tais projetos.
Vale a pena

Anúncios

4 comentários

  1. ANDREIA FARGNOLI · março 3, 2011

    Lista com 2 mil livros para baixar grátis

    http://livroseafins.com

  2. ANDREIA FARGNOLI · março 3, 2011

    10 motivos para ler livros atuais:

    Você já leu Machado de Assis? Racine? Shakespeare? Maupassant? E quanto a Zusak? Yalom? Seierstad? Pamuk?

    Estes últimos fazem parte da mais nova geração de romancistas. Eles tem sim contribuído para uma certa diminuição na leitura dos clássicos, porém, há um motivo bem forte: eles são incríveis!

    1-Os livros retratam a sociedade em que são escritos. Se você lê um livro escrito hoje, você se sente engajado nos motivos que levaram o autor a escrevê-lo. Você adquire um maior conhecimento do mundo onde vive;

    2-Ajudam a melhorar sua qualidade de vida. Eu não falo de auto-ajuda, no sentido pejorativo da palavra. Livros como os e Allan e Barbara Pease (Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? etc.), podem tornar um relacionamento a dois muito mais prazeiroso. Antigamente, não havia esse tipo de preocupação na literatura (não vou entrar na inevitável pergunta: O que é literatura?);

    3-Maior conhecimento do que vai ler, ainda antes de começar. Nunca houve tão boa classificação das obras. Se você quer um romance policial, algo sobre espiritismo, budismo, mitologia, história, psicologia, enfim. As próprias capas ajudam na identificação;

    4-Preocupação com a forma. Alguns podem achar um ponto falho (com o argumento de que o texto acaba se tornando artificial), mas os livros atuais são revisados e revisados e revisados. Assim, a obra chega ao leitor com a melhor qualidade possível;

    5-Valorização como um todo: o livro é uma produção universal. Antigamente, bastava escrever um texto no papel e sair distribuindo. Hoje, os trabalhos de publicação, revisão, editoração, criação da arte e os planos de divulgação fazem parte, diretamente, da produção literária;

    6-Você está atualizado. Ora, quem não precisa estar atualizado hoje em dia? É extremamente prazeiroso conversar sobre literatura com alguém, citando Pamuk, Brown, Yalom e outros;

    7-Você entende melhor o processo de evolução da literatura, da sociedade, da humanidade. Este item é para quem também lê os clássicos, e eu digo: leia os clássicos. Com a comparação entre as obras, entre os tempos em que foram escritas, fica mais fácil de entender muitos aspectos que levaram ao mundo em que vivemos hoje;

    8-Para acadêmicos: busque a intertextualidade. Novamente, comparando os livros clássicos com os atuais, você acaba encontrando aspectos semelhantes, situações em que as obras se relacionam. Em trabalhos acadêmicos, os olhos dos professores brilham ao ver esse tipo de comparação;

    9-Os best-sellers são clássicos. Ou será que os clássicos são best-sellers? Entenda que, aquilo que você está lendo hoje, vai continuar por gerações e gerações e poderá um dia se tornar “clássico”, no sentido em que conhecemos. Se você gosta de Shakespeare, Alighieri ou Sófocles que tal ser um dos primeiros a ler um clássico das gerações futuras? Quem não gostaria de ter lido Macbeth, ainda no séc. XVI?;

    10-Você aprende a pensar. Esta é quase uma crítica que eu tenho aos clássicos: eles lhe contam uma história, narram alguns conflitos e vão para o desfecho. Alguns livros atuais, como os de Orhan Pamuk, praticamente pedem a sua opinião o tempo todo. Você é convidado a participar da trama, discutir os acontecimentos, dar sua versão dos fatos, PENSAR SOBRE O QUE ACONTECE.

    Destaco novamente: leia também os clássicos! Mas não deixe passar a oportunidade de ler as fantásticas obras que estão nas vitrines das livrarias. Vale a pena!

    • capitaofigueiredo · março 4, 2011

      Machado de Assis é leitura obrigatória aos estudantes brasileiros….e que seja sempre assim!

      Humberto

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s