Saudades do Mussum….lembram das noites de domingo: os Trapalhões???

Quem não lembra daquele cara gente boa que dizia “Cacildes’’?. No dia 12 de Julho de 1994, aos 53 anos, morria O Trapalhão Mussum por complicação de um transplante de coração, deixando um legado de 27 filmes e mais de vinte anos de participações televisivas que marcaram uma geração de pequenos e grandes crianças. Ele, com seu jeito manhoso e descolado, recebeu em 1969 um convite de Chico Anysio para trabalhar na extinta TV Tupi na Escolhinha do Professor Raimundo e em vários musicais da TV Globo e Excelsior, onde conheceu Dedé Santana, que em 1974, o convidou para fazer parte dos Trapalhões, onde se imortalizou com suas gírias “forevis’’ e seu inesquecivel “mé”(cachaça).

Antes de se tornar o Mussum, Antônio Carlos Gomes foi criado nos morros cariocas e num colégio interno, no qual estudou por 9 anos, recebendo o diploma de ajustador mecânico e logo depois mais 8 anos nas forças armadas com a Caravana Cultural de Música Brasileira de Carlos Machado, no que possibilitou fazer parte do grupo “Os Originais do Samba” e viajar por quase todo o mundo com vários sucessos como “Assassinaram o Camarão”. Em 1969 Dedé Santana o convidou para fazer parte dos Trapalhões, porém, Mussum recusou dizendo, no maior humor, que pintar a cara, como é costume fazer entre os atores, não era coisa de homem, mas parece que a vida de trapalhão o chamava de qualquer jeito, onde em 1975 não resistiu e entrou oficialmente para a turma no programa O Mundo Mágico dos Trapalhões, fazendo já no ano seguinte o personagem Guarda Azevedo no filme Trapalhão no Planalto dos Macacos.

De lá, foram 29 anos de trapalhadas e cambalhotas, incorporando personagens inesquecíveis como o Fumaça (O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão – 77), Fumê (Os Trapalhões e o Rei do Futebol – 86), Homem de Lata (Os Trapalhões e o Mágico de Oróz – 84), Mussaim (A Princesa Xuxa e os Trapalhões – 89), Mumu, o Mago (Uma Escola Atrapalhada – 90), que se fazem presentes na mentes e nos corações de todos os adultos de hoje, sendo considerado um dos maiores comediantes que o Brasil já possuiu, ao ponto de merecer um museu na escola de Ricardo Albuquerque, no interior do Rio de Janeiro, onde guarda roupas, filmes e instrumentos musicais que pertenceram ao comediante.

OS 10 MANDAMENTOS DO MÉ

I- Sempre que tomais algo etílico brindais ao Mussumzis!
II- Não cobiçais o mé alheio.
III- Louvais sempre ao Mussum como o cara mais gente boa do mundis! (Você com certeza deixaria o Mussa ficar com a sua irmã)
IV- Façais todo ano o ritual sagradis do Mé!
V- Torçais e vejais sempre a mangueira entrar! (No bom sentido, é claro!)
VI- Matarás todas as garrafas!
VII- Não roubarás o mé alheio, peça primeiro!!
VIII- Sempre que puder, fique somente de cueca e meias!!
IX- Cultive a tradicional “pança de cervejeiro”.
X- Agradeça sempre pelo mé nosso de cada dia!

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