Timidez e insegurança fazem da criança um alvo fácil para os valentões



Rio – Você sabe o que o diretor Steven Spielberg, a modelo Gisele Bundchen e o jogador David Beckham têm em comum além da fama? Todos sofreram bullying na infância. Gisele era considerada ‘magrela’, Spielberg sofria preconceito por ser judeu e Beckham era chamado de “mulherzinha” por se recusar a beber e sair à noite.

Os famosos conseguiram deixar as perseguições no passado. Mas nas escolas, longe de holofotes, a história é bem diferente: o bullying é um dos principais problemas enfrentados por estudantes.

“É uma agressão intencional e contínua. Ocorre quando um grupo escolhe um aluno para humilhar, bater, roubar, xingar, sempre de forma a depreciar”, explica a educadora Tânia Zagury, autora do livro ‘Educar sem Culpa’. Segundo ela, os agressores são principalmente crianças de famílias desestruturadas, que não aprenderam a ter limites e são violentas.

“A vítima normalmente é tímida, tem poucos amigos, não sabe se colocar e tem medo de incomodar. Por isso se submete. Ela tem medo de contar aos pais, pois acha que a agressão pode piorar”, explica o psiquiatra infantil Fábio Barbirato.

Alguns “sintomas” indicam se a criança está sofrendo bullying: arranhões, queda no rendimento escolar, falta de vontade súbita de ir para a escola, objetos danificados ou desaparecidos são alguns. “Se os pais percebem mudanças no comportamento da criança, é preciso conversar, saber o que está acontecendo. Mas não devem colocar a criança contra a parede”, diz Tânia.

Tirar a criança da escola não resolve: “Só muda o problema de lugar”, afirma. Também não adianta forçar a barra, exigindo que a vítima se defenda. “A criança que sofre bullying não é agressiva, não consegue revidar. Se os pais exigem que ela dê o troco, ela pode se sentir mais diminuída”, diz Tânia. O ideal é por a boca no trombone — garantindo o anonimato da vítima. “Vá à escola, converse com professores, peça que fiquem de olho. Mas peça que não falem o nome da criança”, ensina.

Se a situação persistir, procure um psicólogo. “Crianças que sofrem bullying precisam aprender a se colocar. Isso evita depressão e que eles se tornem adultos submissos no futuro”, orienta Barbirato.

Fonte:O Dia

 

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3 comentários

  1. ANDREIA FARGNOLI · março 10, 2011

    Junto com o crescimento das redes sociais, aumentou o número de casos em que os jovens usam esses ambientes para assediar outros indivíduos, a partir da prática de bullying – agressões intencionais, feitas de maneira repetitiva, por uma ou mais pessoas.
    Para reverter esse cenário, uma universidade da Inglaterra pediu a ajuda da polícia para desenvolver um projeto de conscientização.

    Investigadores de polícia vão iniciar um trabalho na internet. O objetivo é alertar os pais dos estudantes que praticam o bullying pelo Facebook, sobre as possíveis consequências legais desses atos.

    Para executar o projeto, a iniciativa contará com o apoio dos alunos, que serão incentivados a denunciar o assédio virtual e guiar os policiais até os acusados. Todos os estudantes que tiverem escrito mensagens ofensivas no Facebook serão investigados e, se ficar caracterizado o bullying, receberão o alerta.

    As universidades explicam que a medida está sendo tomada para evitar que os estudantes que praticam o bullying acabem sendo indiciados pela justiça, por conta da prática de um crime. E, se a experiência for bem-sucedida, existe uma perspectiva de que o projeto seja expandido para outras escolas ao redor do mundo.

  2. Mauro · março 11, 2011

    Quem tem filho pequeno sabe o problema que é o bulliyng. Eu vivo atento com o comportamento das crianças. Para mim, a educação vem de casa, do berço. E esses comportamentos agressivos tbm são forjados em casa. Já vi pais incentivando os filhos a revidarem, a serem agressivos. Tipo, se apanhar na escola vai apanhar em casa também. Então trate de bater! Impressionante né?
    Mas o bulliyng sempre existiu. Só que agora tem nome. O melhor é prestar atenção no dia a dia das crianças.
    Putz, cada dia tem mais coisa pra gente fazer…..
    Um abraço

    • capitaofigueiredo · março 11, 2011

      Esse é um problema seríssimo.
      E não deve ser tratado como caso de polícia…isso é educação na essência!

      Humberto

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