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Cidade ultrapassa os 300 casos de dengue

Vigilância Epidemiológica terminará investigação de casos hoje; ao menos 70 pessoas estão sob suspeita de adoecimento

Por Richard Selestrino

 

Araraquara aproxima-se, cada vez mais, de sua terceira epidemia de dengue. Dados que serão consolidados hoje, pela Vigilância Epidemiológica, e foram antecipados à reportagem da Tribuna Impressa, ontem, apontam ao menos mais cem pessoas acometidas pela doença neste mês. O total certamente ultrapassou os 300 casos e pode chegar a 320. Há, ainda, cerca de 70 pessoas à espera do exame de sorologia comprobatório.

De acordo com Feiz Mattar, coordenador de Vigilâncias em Saúde, o órgão corre ‘contra o tempo’, na tentativa de frear a transmissão da doença, mas não vem obtendo sucesso. Também não localizou criadouros suficientes que justifiquem o crescimento acelerado da doença na cidade. “Estamos fazendo tudo o que preconiza o Ministério da Saúde e a Superintendência de Controle de Endemias, mas não estamos conseguindo debelar essa transmissão”, diz.

Na tentativa de conter o avanço da doença, o órgão inicia, no próximo fim de semana, uma bateria de arrastões nas regiões endêmicas da cidade. Esse trabalho, segundo Mattar, ocorrerá até o final do mês de abril, quando termina o pico de transmissão da doença. “Estamos numa fase de alta transmissão e, por isso, é necessário um trabalho de guerra, de apagar incêndio mesmo. Então , estamos convocando todos os nossos agentes para se programar, porque faremos arrastões todo final de semana até o fim de abril”, afirma o coordenador de Vigilância.

E a preocupação de Mattar não é infundada. Os meses de março e abril são o período de alta transmissão da doença, por ser a principal época de reprodução do mosquito da dengue – o período tem calor e umidade, as condições ideais para seu desenvolvimento.

Áreas de transmissão

E, se antes a transmissão de dengue estava concentrada no entorno do Santana, na Região Noroeste, agora avança para outros bairros como o Jardim Maria Luiza, na Zona Norte. “Estamos fazendo bloqueio no Maria Luiza porque se iniciou uma transmissão lá também”, relata Mattar. Ele ressalta a necessidade de a população colaborar contra a doença. “Temos problemas com mato alto em terrenos, mas o principal foco do mosquito é onde estão as pessoas, ou seja, nas casas”, diz.

Os agentes ainda percorrem Morumbi (Sudoeste), Yolanda Ópice (Leste), São Geraldo (Noroeste) e Maria Luiza, em operações de bloqueios. Nesse tipo de trabalho, eles percorrem um raio de, pelo menos, um quilômetro no entorno de onde há suspeitas de adoecimentos por dengue. Esse percurso é necessário por se tratar da distância máxima que o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, pode percorrer. No Jardim Paraíso, na Zona Norte, equipes de agentes realizam trabalho de nebulização.

 

Fonte: http://www.araraquara.com/noticias/cidade/2011/03/17/cidade-ultrapassa-os-300-casos-de-dengue.html

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1 comentário

  1. ANDREIA FARGNOLI · março 17, 2011

    Meu Deus, daqui a pouco o município declara estado de calamidade.

    Completando:

    Aqui em Minas a tecnologia declarou guerra contra a dengue. Um sistema criado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) tem obtido sucesso no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. A novidade já foi exportada para Austrália, Alemanha, Cingapura, Panamá, França e Itália.

    A solução é formada por três partes que, juntas, formam uma armadilha. A primeira, de nome MosquiTRAP, é um recipiente preto que abriga a segunda parte, o AtrAEDES, produto em forma de pastilha que libera um odor para atrair o mosquito. Ao entrar na armadilha, o inseto fica preso a um cartão adesivo e não consegue depositar ovos, impedindo a proliferação das larvas.

    A quantidade de mosquitos capturados no cartão adesivo em determinado período é utilizada para identificar a concentração do inseto na região onde o sistema foi instalado. Utilizando um computador de mão, as informações são recolhidas por agentes de campo e transferidas para a terceira parte do sistema, o software MI-Dengue.

    O programa gera uma série de mapas georrefenciados sobre a distribuição do Aedes aegypti. “Os dados são transmitidos via internet para uma central de monitoramento que, semanalmente, gera relatórios sobre os locais mais infestados da cidade e que são os mais vulneráveis à ocorrência de uma epidemia”, disse Álvaro Eduardo Eiras, coordenador do projeto e professor da UFMG.

    O objetivo é fazer com que as informações coletadas na armadilha, desenvolvida no Laboratório de Culicídeos do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), favoreçam a adoção de novas políticas de combate à doença pelas autoridades locais, evitando o surgimento de uma epidemia.

    “Além de matar os mosquitos, o sistema detecta as áreas de maior risco para a tomada de ações mais eficazes. A participação da sociedade por meio de campanhas de conscientização continua sendo fundamental”, ressalta o biólogo.

    No Brasil, a solução vem sendo aplicada em municípios como Manaus, Boa Vista, Fortaleza, Natal, Goiânia, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Blumenau. Com base nesses resultados, a equipe da UFMG está elaborando um documento que será enviado ao Ministério da Saúde. “Nossa intenção é aplicar as armadilhas nas cidades que mais sofrem com surtos de dengue”, afirma Eiras.

    O sistema foi patenteado pela UFMG e licenciado pela empresa Ecovec, com sede em Belo Horizonte. “É uma tecnologia que ultrapassou as fronteiras da academia e está sendo utilizada em benefício da sociedade”, disse Eiras.
    (Fonte: Agência Fapesp)

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