A falta de imunidade ao vírus eleva as chances de uma epidemia de dengue 4 no Brasil.

Dengue tipo 4 preocupa especialistas

 



Araraquara confirmou nessa semana o registro de 428 casos de dengue na cidade. O município, que já é o terceiro no Estado em número de registros, ainda aguarda o resultado de outras 180 suspeitas.

Apesar da alta incidência de casos na cidade, nenhum paciente apresentou até o momento um quadro  de maior gravidade, como a dengue hemorrágica, por exemplo.

Entretanto, depois da confirmação de casos de dengue tipo 4 em três estados brasileiros na última semana, especialistas mostram preocupação pelo fato da maior parte dos brasileiros não ter imunidade contra esse tipo de vírus, o que aumenta as chances de casos graves da doença.

De acordo com o infectologista Celso Granato, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o vírus tipo 4 não é mais perigoso ou letal em relação às outras variações (1,2 ou 3). Os sintomas são idênticos – dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, febre, diarreia e vômito, assim como o tratamento.

No entanto, esse sorotipo não circulava há pelo menos 28 anos no Brasil e a maioria da população não teve contato com ele, por isso está desprotegida. Quando uma pessoa contrai um tipo de dengue cria imunidade a esse vírus, porém pode ser infectado pelos outros tipos. Por exemplo, quem teve dengue tipo 1, pode ter dengue tipo 2, 3 ou 4. A cada vez que indivíduo é infectado, maior a possibilidade de contrair a forma grave, como dengue hemorrágica.

“Uma parcela da população poderá ter dengue pela segunda vez, pela terceira vez [por causa do sorotipo viral 4]. O vírus não é pior, mas a população está suscetível. A maioria está experimentada para os tipos 1 e 3”, disse Celso Granato.

O último levantamento do Ministério da Saúde revelou que a maioria das vítimas de dengue no país é infectada pelo tipo 1. Das 1.856 amostras de sangue analisadas pela pasta, 81,8% deram positivo para esse sorotipo. A dengue 4 apareceu em 5,4% das análises, apenas para os estados de Roraima, do Amazonas e do Pará.

A falta de imunidade ao vírus eleva as chances de uma epidemia de dengue 4 no Brasil. Para o infectologista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Edmilson Migowski, o aumento de casos da doença não deve ser imediato. Ele prevê que o efeito deve ser sentido no verão de 2012.

“Se nada for feito para o controle do mosquito, podemos ter um cenário drástico no verão de 2012. A epidemia tipo 4 não poupará ninguém”, alerta o especialista.

O Ministério da Saúde reconhece a possibilidade de mais casos graves da doença por causa do sorotipo viral 4. Até o momento, não há epidemia em nenhum estado associada à dengue 4. De acordo com o órgão, países da América Latina e do Caribe, onde há circulação do vírus, também não registraram epidemias provocadas pelo vírus. Como precaução, o governo federal recomenda às secretarias estaduais e municipais o reforço nas ações de controle do mosquito transmissor, Aedes aegypti, para evitar novos casos.

 

Fonte: http://www.simnews.com.br/exibe.php?id=12822&caderno=Nacional&subcaderno=Sa%FAde

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1 comentário

  1. ANDREIA FARGNOLI · março 27, 2011

    Aqui em BH, além da luta contra a Dengue, agora temos encontrado na capital e não na área rural, os Barbeiros.
    Cada dedetização custa em torno de 220,00 reais.
    E como vão fazer as pessoas que não tem consições finaceiras para arcar com esta despesa? Correrão o risco de pegar a doença de Chagas? Não seria o caso da Prefeitura arcar com esta despesa de dedetização?
    O que vcs acham?

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