Cortar na própria carne e sem dó!!!

O atual Comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo adotou como um dos seis eixos principais de sua gestão a “Depuração Interna”, ou seja, a adoção de medidas administrativas rígidas que afastem da Corporação aqueles que não se enquadrem no perfil profissional pretendido pela Instituição, ou que usam dela como meio para fazer valer os seus interesses pessoais ou de grupos, em detrimento do interesse coletivo ou da sociedade.
Para mim, dentre muitas, uma das decisões mais acertadas da Direção da PMESP, capitaneada pelo Coronel PM Álvaro Batista Camilo, nosso Comandante Geral.
Este eixo que caminha em paralelo com um outro também muito importante, a “Valorização do Policial” deve ser priorizado: ambos tem relação direta pois na medida em que a Instituição atua para manter em seus quadros bons e comprometidos profissionais a sua imagem melhora, o ambiente de trabalho fica também melhor e os que permanecem em seus quadros acabam sendo valorizados.
Importante também não “empurrar a sujeira para debaixo do tapete”, ou seja, fazer imperar o lado negativo do “corporativismo”, protegendo quem não merece ser protegido por agir em desconformidade com os padrões estabelecidos pela Instituição e almejados pelo povo de São Paulo.
Faz bem a Polícia ao tornar público as ações que desenvolve para depurar seus: veja o caso do policial militar que teve a sua prisão provisória decretada, acusado de participar de muitos homicídios na baixada santista – foi divulgado com destaque no site da PM a notiícia (ver em http://www.policiamilitar.sp.gov.br).
Tenho absoluta certeza que a sociedade vê isso com bons olhos, pois sabe que a Polícia Militar é composta em sua grande maioria de bons e dedicados profissionais, fato que pode ser comprovado pelos resultados alcançados em São Paulo, particularmente em relação à queda das taxas de homicídio que, sem qualquer dúvida refletem a atuação da polícia preventiva e de preservação da ordem pública, papel que cabe constitucionalmente à Polícia Militar.
Dá conforto à sociedade saber que o Comando da PMESP não compactua com desvios de quaisquer dos seus integrantes, sejam eles oficiais ou praças.
A Polícia Militar se fortalece com isso.
A Sociedade Paulista ganha e passa a cada vez mais confiar numa Instituição que, de fato e de direito, tem COMPROMISSO COM O CIDADÃO!
E isso não começou ontem…mas há quase 180 anos atrás!

Humberto

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5 comentários

  1. Michele Seabra · abril 22, 2011

    Ah, mas assédio moral dentro da PM ainda é permitido, não é mesmo??????

    • Michele Seabra · abril 22, 2011

      Mas, obviamente, o que é errado e TODO MUNDO VÊ sempre é prioridade ao Comando…
      Boa sorte ao Cel Álvaro Camilo.

      • capitaofigueiredo · abril 22, 2011

        DISCORDO VISCERALMENTE DE SUAS OPINIÕES, MAS PARA GARANTIR O DEMOCRÁTICO DIREITO DA LIVRE MANIFESTAÇÃO, ACEITO-AS!!!

  2. Michele Seabra · abril 22, 2011

    É, só quem passa pelo que passei sabe do que estou falando.

    E viva Voltaire!!!!!!

    ^^

  3. Mauro · abril 26, 2011

    Acho que a PM, assim como outras instituições, reflete a nossa sociedade. Tanto as coisas boas como as ruins. Na minha opinião, um processo de depuração vai gerar mais notícia do que resultados práticos, pelo menos no curto prazo. Alguns comportamentos inadequados já devem estar enraizados em parte da organização. E quem sabe até que nível se ramificam? O que passa na cabeça de cada indivíduo é insondável. Mas os seus atos sim, estes são rastreáveis. Dentro de uma organização tão grande, como saber quem serve a qual interesse? Me faz lembrar, por exemplo, o caso de Ferraz de Vasconcelos. A quem interessava vazar aquela denúncia?
    A capacidade de monitoramento interna é bastante limitada, dado o tamanho da organização e o baixo (acredito eu) ” capital social” ( baseado no conceito de Pierre Bourdieu). Acho que uma “depuração” é um processo lento que levará gerações (tempo para os “maus” se aposentarem) e dependerá de processos que, por exemplo, possibilitem o monitoramento interno, tanto horizontal e verticalmente na hierarquia. Acho impossível um filtro que separe os bons dos maus. Cooperação e Capital Social são enfoques interessantes para se pensar esse caso. É isso que penso. Um abraço.

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