“APRENDAMOS COM AS CRIANÇAS”

“E agora, é ele que avança e assume todos os trabalhos, ferido pela luz e pelo som, fatigado até as mais íntimas fibras de seu ser, emitindo o forte grito: – Por que me abandonaste? ”-

Dra. M. MONTESSORI.

E o ser nunca quer verdadeiramente a dor, disse eu em outro artigo, dada a minha percepção de que há muita dor no mundo e “nos olhos” do mundo. Entendo que essas dores são sinais de que o mundo e seus seres que vibram estão com problemas de ser ou de continuar sendo, pois a dor é uma emoção ligada à ameaça iminente ou real à integridade do ser em seu tempo. Nessas circunstâncias os seres tendem a reagir com hostilidade por simplesmente tentarem se defender ou proteger, daí todas as violências e etc, creio eu. Por isso defendo que o ser nunca quer verdadeiramente a dor.

E não estou sozinho nessa defesa. Novamente tenho ao meu lado o Sr. Antônio Damasio, Neurocientista, que afirma: “dor e prazer são os alicerces da mente”. Ele defende que a compreensão da neurobiologia das emoções e dos sentimentos é necessária “para que se possam formular princípios, métodos e leis capazes de reduzir o sofrimento humano e engrandecer o florescimento humano”. Eu, na modesta condição humana de Livre-pensador e observador do mundo, tenho esboçado algumas idéias com vistas a fundamentar um conjunto de princípios filosóficos que orientem o espírito humano menos para o sofrimento e mais para o florescimento. “Tô errado?”

“Cada um na sua”, ambos percebemos os sinais (você, caro leitor, tem percebido?). Ele como Médico e Neurocientista nos EUA, eu como Professor e Livre-pensador aqui na “terra do cruzeiro”. E tenho a esperança de que muitos outros seres humanos têm essa percepção das dores próprias e alheias. Se não os seres atuais, pelo menos os humanos que estão por vir, pois sei de casos em que um “bebê de nove meses, ao ver outro bebê levar um tombo…lágrimas inundam seus olhos” e outro em que um “bebê que ao perceber outro chorando sensibiliza-se e vai buscar um cobertor para o amigo”. Aqui novamente não estou sozinho, comigo está Sr. Daniel Goleman, Psicólogo, e estes casos estão citados em seu monumental livro “Inteligência Emocional”. É claro, dirá você leitor, e os casos de outros bebês não tão empáticos assim? Tudo bem, tudo bem, mas nosso foco deve ser no florescimento (já é hora de mudar o foco pois existe sofrimento demais) e ainda assim a questão básica ainda é: dói? Nos casos acima citados os bebês parecem dizer: “dói?” ou “posso ajudá-lo a amenizar a sua dor?”.

Bem, aprendamos com as crianças…que sempre rejeitam a dor.

Augusto Cesar Corrêa Neto. Professor e Livre-pensador. (texto originalmente publicado no Jornal Tribuna Impressa de Araraquara em 03/2008)

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