O Medo do Crime e do Criminoso


 

O medo de ser assaltado ou de ter sua residência invadida é algo comum hoje em rodas de conversa. A própria leitura, escuta ou observação na mídia de casos envolvendo criminosos e vítimas estabelece um nível de estresse e de sensação de insegurança maior em boa parte da população.

 

Ao ler este preâmbulo, talvez tenha até mesmo passado por sua mente algum fato ocorrido contigo ou com alguém próximo, e o lado positivo disso é que, como em praticamente tudo na vida, o conhecimento pode ser a chave para o seu sucesso, neste caso, evitando que você, caro leitor, torne-se uma vítima em potencial.

 

Conhecer o pensamento do criminoso, o que o leva a escolher sua vítima e como o faz, contribuiria para que as suas ações evitassem que você a se tornar os escolhido pelos assaltantes e deixasse de fazer parte das estatísticas criminais.

 

A Série

Assim surgiu a ideia de criar uma espécie de fábrica de crônicas de segurança, fazendo com que ao término de cada uma das histórias, o leitor avalie seu próprio comportamento e mude algumas rotinas que inevitavelmente podem torná-lo atraente para a mente criminosa.

 

 Ele (o criminoso) avalia cada circunstância, e como em uma empresa na qual se realiza planejamento estratégico para diminuir custos e melhorar desempenho e resultados, ele faz, de maneira empírica, testes práticos de como está o “mercado do crime” para ele. Analisa as possíveis vítimas e comportamentos e começa a estabelecer parâmetros de atuação que levam em conta as facilidades do pré e pós ato criminoso.

 

Teoria Econômica do Crime

Tudo faz parte de um jogo econômico de facilidades, em que sua prevenção, denominada como a prevenção primária, pode mudar completamente as regras do jogo e possibilitar menor risco à você leitor e sua família. Com fatos reais, evidentemente alterando-se os nomes dos envolvidos, e de maneira didática, pretende-se mostrar como você pode fazer para aumentar potencialmente as chances de não ser assaltado. Em uma leitura leve, que permita um cruzamento da teoria econômica do crime de Becker, com os principais modus operandi dos criminosos, pretendendo-se que você não venha a ser fornecedor de bens para infratores da lei e da ordem.

 

Por exemplo, quando você quer algo, tem um objeto de desejo, seja ele um veículo, um eletrônico, relógios, bolsas, residência, você verifica quais as formas existentes para você vir a possuir aquele dado objeto. Determinado a adquiri-lo, você passa a comparar as ofertas existentes para finalmente decidir-se qual o local que oferece o melhor custo-benefício para sua mais nova aquisição. Então, para o criminoso, a atuação é bem semelhante: ele também tem seus objetos de desejo, no entanto a análise que ele faz de custo-benefício diz respeito a escolher a melhor vítima, ou seja, aquela que oferece maior possibilidade de ter seu bem subtraído com a menor chance de ver sua atuação frustrada por agentes da lei, alarmes ou outros.

 

Conhecendo a mente do criminoso, fica mais fácil para você entender o quanto suas atitudes contribuem ou evitam para que você venha a ser mais uma vítima em potencial ou real. Pequenas mudanças de hábito podem fazer de você um “produto” desinteressante, daqueles que passamos o olho na vitrine e percebemos que não temos interesse. Afinal de contas, você não quer ser interessante para esse tipo de público, não é mesmo?

 

Futuras Experiências

Uma boa leitura e reflexões sobre nossas histórias!

Caso tenha alguma idéia e queira que seja construído um determinado texto sobre um momento que você ou algum familiar já passou ou tem receio em passar e queira saber como evitar, escreva-me, pois terei o maior prazer em desenvolver esta ação de prevenção primária (feita por você e para você) para diminuirmos a médio e longo prazo essas práticas delituosas que assombram nossa sociedade e qualquer família.  

Um forte abraço!

 

Arthur Alvarez

Capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo

MBA Executivo do Insper

23 anos de Experiência na Área de Segurança Pública.

arthuralvarez@uol.com.br

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1 comentário

  1. cesar · março 7, 2012

    Muito interessante imaginar o comportamento criminoso partindo de uma empresa ou um consumidor parabéns pela postagem.

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