Uma reflexão familiar…

O texto que apresento abaixo é de autoria de minha querida irmã, Roberta Figueiredo Carrara: mulher, mãe, psicóloga, gente boa, ética, honesta, batalhadora, um ser humano que me inspira!

Ela faz nos traz uma reflexão muito legal que me permiti dividir com os que me leem aqui no Blog!

Boa leitura!

 

Desde muito cedo nos deparamos com a nossa incompletude: ao sentirmos fome, necessitávamos de alguém para nos alimentar; se locomovíamos, um colo nos serviu de transporte; se adoecíamos, um tradutor decifrou o enigma da dor; um outro precisou dar os devidos cuidados para que a higiene fosse realizada.

Estes são alguns, entre tantos, exemplos dos quais nos colocam como seres incompletos.

E, tal frustração (da incompletude) nos remete às desilusões da vida “não somos perfeitos”, “não nos bastamos”, “não temos tudo” e, assim por diante.

Pois bem, ao longo da vida quando aqueles primeiros “socorros” deixam de ser os laços das necessidades e dos cuidados, nos restam apenas as experiências primárias, embora não lembradas, porém registradas no interior psíquico.

Quando (nos períodos seguintes) nosso físico e nossa mente estão sintonizados, correspondendo aos comandos, parece que tudo se resolve. Mas, revela-nos que não é bem assim.

Continuamos com invasões de desejos: desejamos ter um bom relacionamento, ter um ótimo emprego, ter uma bela casa, ser rico, ser famoso, ser bonito, ser querido etc. Toda a falta se desperta aos desejos.

E o que fazer?

Quem vai nos dar?

No primeiro momento alguém supriu nossas faltas.

Mas e agora?

Serão estes, nossos dilemas da vida?

Nos paralisamos quando algo não se concretizou e, assim esperamos que o outro resolva nossas inquietudes?

Talvez pudéssemos pensar um tanto quanto sobre nossos limites. Até aonde podemos ir?

O que desejamos, realmente são necessários?

Necessitamos? Ou desejamos?

Eis as questões, meus caros.

Que as reflexões nos remetem para os princípios fundamentais da vida: ser uma pessoa única, liberta, responsável pelas próprias escolhas, comprometida com a mesma espécie, porém distintas na homogeneidade. 

Roberta Carrara

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s