VIVER OU JUNTAR DINHEIRO

Por Max Geringer na rádio CBN

Na semana passada li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa… Aprendi, por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês, teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado, peguei um papel e comecei a fazer contas, então descobri, para minha surpresa, que hoje eu poderia estar milionário.
Bastava não ter tomado as caipirinhas que tomei, não ter feito muitas das
viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que comprei e, principalmente, não ter desperdiçado meu dinheiro em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos, percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária.
É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas, se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis,
comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto absolutamente feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje, aos 61 anos, não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde. Portanto, viajar, comer pizzas e cafés, não faz bem na minha idade e roupas, hoje, não vão melhorar muito o meu visual!
Recomendo aos jovens e brilhantes executivos que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário, chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro em suas contas bancárias, mas sem ter vivido a vida”.
“Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço.”

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2 comentários

  1. Gabriela Palombo · maio 4, 2012

    Olá, Major Figueiredo! Estou dando uma olhada e gosto cada vez mais do Blog, parabéns. Este post me chamou a atenção e gostei da sua posição diante dessas “verdades” tão preocupantes propaladas por jovens, segundo matéria citada. É praticamente uma vida de sacrifício e abstinência em troca do acúmulo do que, afinal? Já não tenho mais a convicção no marxismo como resposta filosófica a muitos dramas que vivemos, tenho procurado outras fontes de pensamento que me ajudem a compreender melhor nossa realidade e a responder questões que o materialismo histórico não responde. Mas essa perspectiva completamente individualista de que a riqueza material é acessível para todas as pessoas bastando “querer fazer” extrapola os limites do bom senso e da realidade cotiana das pessoas. Acho perigosa sobretudo se reproduzida como máxima por jovens. Muito bom este debate, não é?!

    Obs: um dado curioso no seu post… o senhor tem mesmo 61 anos?? rsrsrs Passe o nome desse elixir urgente!!

    • Major Figueiredo · maio 4, 2012

      Gabriela, obrigado pelo comentário!
      Não tenho 61 anos, embora esteja chegando nisso..rsrsrs.
      O texto não é meu, mas sim de Max Geringer, em um comentário feito na rádio CBN, conforme acusei no início do texto.
      Ainda assim, faço minhas as palavras dele!

      Humberto

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