A luta da imprensa comunitária na era da internet

Tradução e edição: Larriza Thurler

 
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Os números mostram que cada vez menos pessoas compram jornais locais no Reino Unido, comenta Richard Moss [BBC News, 11/5/12]. A tiragem caiu em 25% nos últimos cinco anos e a queda parece não ter fim. Para piorar o cenário, muitos jornais registraram um decréscimo anual de 10% nas vendas, com os diários sendo os mais atingidos. Não é surpreendente, portanto, que algumas editoras estejam considerando manter ou não seus negócios.

A Johnston Press, por exemplo, proprietária de dezenas de publicações no Reino Unido causou controvérsia ao transformar recentemente alguns de seus diários em semanários. Já na North East Press – que é de propriedade da Johnston Press -, alguns profissionais da redação e da publicidade estão sendo transferidos das comunidades em que trabalham para outras cidades – o que causou preocupações de que os jornais fiquem menos locais, ao serem produzidos em lugares mais distantes. “Não vejo isto como crise, mas como desafios e grandes oportunidades”, avaliou o diretor da North East Press, Stuart Birkett.

Crescimento online

Algo que todos podem comemorar é o crescente número de pessoas acessando os sites locais. OSunderland Echo, por exemplo, teve 10% de declínio nas vendas, mas o número de usuários online subiu 25%. Isto significa que as pessoas estão lendo notícias locais, mas de um modo diferente. O problema é que elas geralmente acessam o conteúdo de maneira gratuita, em vez de pagar por ele. Segundo a North East Press, o crescimento do número de leitores online começa a atrair anunciantes online. Há, também, esperança de que as pessoas paguem por aplicativos para tablets.

Ajuda do governo

Enquanto o mercado online não se sustenta, alguns membros do parlamento já propuseram ajuda financeira à indústria de jornais locais – que desempenham um papel fundamental em monitorar conselhos e seus funcionários. “Se consideramos quantos recebem subsídios nacionais que nem têm tanto apelo, certamente os jornais locais merecem apoio do governo”, observou a parlamentar Louise Mensch, do partido conservador. “Jornais locais não são apenas amados por suas comunidades, mas são os únicos veículos que acompanham os políticos locais e, portanto, têm um papel insubstituível na nossa democracia local”.

A indústria de jornais, no entanto, teme que um subsídio do governo afete sua independência. Editores acreditam que há outras soluções. Atualmente, o governo está com planos de cancelar o requerimento para que conselhos publiquem notas nos jornais locais – o que implicaria em milhões em perda de receita e, por isso, deve ser reconsiderado. Para o editor do Northern Echo, Peter Barron, também seria interessante propor incentivos e benefícios em impostos.

 

Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed694_a_luta_da_imprensa_comunitaria_na_era_da_internet

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