REAFIRMAÇÃO CONJUGAL DE OSWALDO E EDNA

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Apresento abaixo o texto que elaborei e li por ocasião da Sessão de Reafirmação Conjugal do meu Irmão Oswaldo e a cunhada Edna, em comemoração aos 50 anos de casados.

A sessão ocorreu no último dia 14/09, nas dependências da Loja Maçônica “Caridade e Justiça, 81”, na cidade de Araraquara.

Vivemos nesta noite um dos momentos de maior alegria da família “Caridade e Justiça, 81”!
Testemunhamos hoje o que, sem a menor dúvida, é uma exceção na sociedade: um casal manter-se unido por cinquenta anos e desejar partilhar desta alegria e emoção com aqueles que lhes são mais próximos e queridos!
Aqui, neste momento, encontra-se um retrato de um sonho, outrora concebido por dois jovens que, unidos pelos mesmos sentimentos, fundaram em bases sólidas seu reino encantado e ao mesmo tempo real, e com maestria de todos os que conhecem os bons valores familiares, vem, há 50 anos escrevendo sua história e ilustrando tantas outras, com a mesma firmeza e confiança mútua, do inicio do seu caminhar.
Não será possível retratar com exatidão, mas este momento retrata um pouco do suor, das alegrias e também das lágrimas deste casal ao longo de uma convivência tão duradora.
Estamos diante de duas pessoas iluminadas e que nos servem de exemplo!
Permitam-me, antes de prosseguir em minha fala, de comentar um pouco sobre o significado das “Bodas”, ou períodos de tempo em que se comemoram a união conjugal.
A palavra “Boda”, segundo pesquisa que realizei no Site “Wikipédia”, vem do latim vota (promessa) referida ao fato de fazer os votos matrimoniais. Com a confusão do neutro em latim vulgar perdeu seu sentido e confundiu v por b e t por d.
Uma lenda atribui uma falsa etimologia a que na antiga Judéia tinha-se o costume de matar um cabrito para o churrasco nas comemorações de casamento ou aniversário de casamento. Com o tempo, o cabrito foi substituído pela fêmea do bode, a “boda”, cuja carne era muito mais macia.
Matar a “boda” era sinal de que haveria festa.
Devido a isto o nome “boda” passou a ser sinônimo de festa, hoje em dia mais falada para casamentos.
Para cada ano, existe um material que representa uma nova etapa. É tradicional, na cultura ocidental, comemorarem-se com bodas os eventos relativos ao casamento, e com o jubileu, outros fatos marcantes da vida social.
Esta tradição vem da Alemanha, onde era costume que um povoado oferecesse uma coroa de prata aos casais que fizessem 25 anos de casados, e uma de ouro aos que chegassem aos 50.
Com o passar do tempo, o número de símbolos tem aumentado e a tradição de oferecer presentes específicos relaciona-se diretamente com as etapas da vida, logo a tradição expandiu-se pelo resto do mundo.
Para cada aniversário, os obséquios eram de materiais diferentes, que iam dos mais frágeis aos mais fortes, conforme a progressão do número de anos, o que simbolizava o aumento da resistência da relação.
Para marcar cada um desses eventos se associa a cada data das bodas algum material que o represente. Na joalheria, tradicionalmente são produzidas as alianças de bodas de prata, que correspondem a 25 anos de casamento, e bodas de ouro (50 anos).
Para as demais, geralmente são confeccionados anéis utilizando-se os materiais ou a pedra correspondente, conforme a lista abaixo:
• 5 anos: madeira ou ferro
• 10 anos: estanho ou zinco
• 15 anos: cristal
• 20 anos: platina
• 30 anos: pérola
• 35 anos: coral
• 40 anos: rubi ou esmeralda
• 45 anos: platina ou safira
• 75 anos: brilhante ou abalastro
• 100 anos: jequitibá ou cânhamo

Voltando à cerimônia presente, quero aqui realçar a importância de estarmos registrando e testemunhando na história da nossa querida Loja Caridade e Justiça nº 81, uma data tão significativa.
Não significativa apenas ao casal que reafirma a sua união e o seu amor perante a família maçônica, mas sim a todos nós que temos a oportunidade de aprender com os seus bons exemplos, o caminho para a construção de uma família, na acepção mais adequada do termo.
Aprendemos nos bancos escolares que a família é a célula mater da sociedade: de onde ela se origina e na qual tem o seu principal alicerce.
De fato, infelizmente, o que temos na sociedade é o oposto: cada vez mais o instituto “família” se fragiliza, se enfraquece e a rigidez da relação que deveria se estabelecer entre um homem e uma mulher não acontece.
Os nossos jovens, entre os quais se incluem os nossos filhos e sobrinhos, crescem num ambiente em que o comum é “ficar” e que as relações de 25 ou 50 anos são alvos de anedotas ou consideradas inatingíveis.
É certo que o casamento é um contrato com prazo indefinido, mas que as partes pactuam levar adiante pela vida toda; ainda assim estarmos diante de um casal que levou tão longe e seriamente este pacto, já é um motivo de grande júbilo.
Estamos diante do viajante Oswaldo, que na juventude dos seus 31 anos de idade conheceu a dona de casa Edna, uma moça linda no auge dos seus 29 anos.
Aquele encontro, muitos anos atrás, fez nascer e prosperar um amor tão grande que não lhes deu outra alternativa senão o decidir pela construção de uma vida juntos, pela via do casamento.
Logo após as cerimônias, religiosa e civil, rumou o casal para a cidade Santos onde passaram a sua Lua de Mel.
Desta feliz união nasceram os seus filhos, nossos sobrinhos, Ednan, Paulo e Olga, hoje aqui também presentes ao nosso lado.
Pouco a pouco cada filho construiu a sua história. Cada filho um destino e, todos edificando suas vidas na firmeza da fé, do amor e dos bons exemplos de Osvaldo e de Edna que, mesmo diante de obstáculos e dificuldades, alegrias e vitórias, jamais se negaram a cumplicidades, companheirismo, compartilhando suas vivencias com parceria e ajuda mútua. Orgulhosos da família, foram sempre zelosos, pacientes, amorosos e, com muito carinho, ensinaram-nos a andar por caminhos sólidos, indicando, nas entrelinhas dos seus ensinamentos, onde pisar sem medo, somando as obrigações de pais, a amizade, a confiança e o rigor quando necessário. E para amparar seus filhos, viveram renuncias e muitos sacrifícios, para que todos pudessem estudar, sempre respeitando a vontade de cada um.
Ainda na pesquisa que fiz sobre a família Bernardi apurei que Oswaldo sempre foi um homem severo, rigoroso e exigente. Nunca foi de falar seus sentimentos, mas os expressava em atitudes. Trabalhou muito a vida inteira.
Já Edna sempre foi o suporte da casa, em face da ausência de seu marido por conta das viagens que ele fazia em função da sua atividade profissional exercida.
A vida do casal e da família foi sempre muito difícil financeiramente, o que todavia não os impediu de construir com dignidade uma história muito linda e exemplar, festejada nesta pela família maçônica nesta oportunidade.
Esta oratória encerra sua breve fala, inicialmente agradecendo ao casal pela oportunidade de dividir com a nossa oficina um momento tão marcante de suas vidas. Por fim deseja que o Grande Arquiteto do Universo continue a abençoá-los, bem como a toda a sua família, com votos de que voltemos a nos reunir aqui para celebrar outras Bodas do casal.

Boa noite a todos e todas!

 

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