ELEIÇÃO: UM OUTRO OLHAR!

No pleito eleitoral deste ano, no Estado de São Paulo, os presos que não tinham tido contra si sentença penal condenatória com trânsito em julgado tiveram direito a votar nos candidatos a Prefeitos e Vereadores: para tanto foram criadas Seções Eleitorais em 19 Estabelecimentos Prisionais.

Da mesma forma, tiveram oportunidade de escolher os seus representantes nas Prefeituras e Câmaras de Vereadores todos os adolescentes recolhidos em cada uma das 70 Unidades da Fundação CASA, antiga (e de péssima lembrança) FEBEM.

Não tenho a menor dúvida de que o voto de quem está preso é influenciado por terceiros: duvido que alguém que tenha a sua liberdade cerceada, ainda que provisoriamente, se negue a votar em quem alguém que “domina” o ambiente carcerário assim determine.

Ou haverá alguém que discuta o fato de haver um desequilíbrio de forças dentro de nossas cadeias, com presos que mandam e presos que obedecem?

Acho improvável que exista!

São votos então, se assim podemos classificar, VICIADOS!

Talvez nesta eleição isso nem surta tanto efeito, mas na próxima, quando serão eleitos Deputados (Federais e Estaduais) e Senadores, isso terá um grau de importância maior, vez que são estas autoridades legislativas quem propõe, por exemplo, mudanças nas leis penais ou processuais penais.

De outro lado, categorias que trabalham para garantir o processo eleitoral ( e porque não dizer a Democracia) não tiveram a mesma oportunidade que tiveram os presos.

Por trabalharem longe do local que votam, algumas vezes até em outras cidades, e por cumprirem escala de serviço em período extenso, um número significativo de policiais militares deixou de exercer o direito de votar no último dia 07, fato que imagino aconteça novamente no próximo domingo, dia 28.

Ou seja, enquanto os bandidos conseguem eleger seus representantes, os defensores da sociedade não tem a mesma possibilidade, pois não conseguem número suficiente de votos para fazê-lo em virtude de estar trabalhando para que todos votem (inclusive os presos).

Algo está errado, não concordam?

Não dá para admitir que um País que tenha um processo  eleitoral tão tecnológico, com urnas eletrônicas festejadas mundo afora, não consiga cadastrar pelo menos uma categoria profissional (no caso os agentes de segurança) para que eles possam votar em trânsito.

A conclusão não pode ser outra: tem muita coisa para ser arrumada na Terra Brasilis!

 

Humberto Gouvêa Figueiredo

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1 comentário

  1. REINALDO CESAR CAMARGO GÓES · outubro 24, 2012

    BEM PERTINENTE O ASSUNTO MAJOR!!!!

    COM TANTA TECNOLOGIA E, NÃO DESCUBRIRAM A “FÓRMULA MÁGICA” PARA CADASTRAR TODOS OS CANDIDATOS, NUM ÚNICO SISTEMA DE ARMAZENAMENTO DE DADOS. ONDE SIMPLESMENTE DIGITAR-SE-IA OS NÚMEROS DE SEU REPRESENTANTE E “PRONTO” – EXERCIDO O DIREITO DE CIDADANIA, POR MAIS UM CIDADÃO, CUMPRIDOR DO SEU DEVER!

    UM EXTRATO PARA CONFIRMAÇÃO SERIA EXPEDIDO E, POSTERIORMENTE COM PRAZO DETERMINADO, ENTREGUE EM DATA OPORTUNA NO CARTÓRIO ONDE O ELEITOR É CIRCUNSCRITO!!

    É DIFÍCIL?

    AGORA, ALGUÉM PODERIA ME TIRAR A DÚVIDA SEGUINTE??

    QUAL EXERCÍCIO OU EXEMPLO DE CIDADANIA, OU RESPEITO ÀS REGRAS SOCIAIS, UM DETENTO, HOJE, PRATICA NAS CADEIAS??

    QUAL É O DIREITO MORAL DISSO, PARA QUE “ELES” ESCOLHAM OS SEUS REPRESENTANTES???

    REINALDO CESAR CAMARGO GÓES

    OBRIGADO PELO ESPAÇO COMANDANTE!!
    ESTOU À DISPOSIÇÃO.

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