Matéria jornalística interessante para a sua segurança

Polícia Militar aconselha seguir a regra dos três A para evitar ações criminosas

Análise ambiental, atenção e atitude diminui as chances de se tornar uma vítima  

(Vanessa Beltrão, do R7)

Quem nunca ouviu o seguinte comentário: “a gente sai de casa, mas não sabe se volta”? Declarações como essa retratam o sentimento de insegurança das pessoas. Segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), no primeiro trimestre deste ano (janeiro a março), 101 pessoas foram vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte) no Estado. Dessas ocorrências, 40 aconteceram na capital paulista. 

 

Já o número de roubos, com exceção dos praticados contra veículos, bancos e cargas, ultrapassou 59 mil em toda São Paulo nesse mesmo período.  Além do reforço no policiamento, para que essas estatísticas não subam ainda mais, a Polícia Militar aconselha as pessoas a seguirem a regra dos três AAA (Ambiente, Atenção e Atitude).

 

De acordo com o major Marcel Soffner da PM, antes de virar uma vítima, existe algumas medidas primárias de segurança que podem minimizar as chances de uma ação criminosa.  Um dos primeiros passos seria analisar o ambiente e fazer perguntas do tipo: onde me encontro? Eu estou em um local de grande concentração de pessoas? É de dia? De noite? Sendo a noite, está iluminado ou não?

 

— O criminoso age como a corrente elétrica, ele sempre vai para o local onde se oferece menor resistência.

 

Espaços menos iluminados e com poucas pessoas facilitam os roubos e assaltos para os bandidos. Todos têm o direito de ir e vir, mas se necessário é importante planejar as locomoções. Na hora de realizar um saque, é preferível fazê-lo no período diurno.

 

O segundo A da teoria é o da atenção. Hoje em dia, precisamos estar atentos ao que acontece nas nossas proximidades. De acordo com Soffner essa atitude de olhar ao redor não pode se transformar em “neura”, é mais uma questão de postura.

 

De janeiro a março deste ano, mais de 48 mil furtos, quando os objetos são retirados das vítimas sem elas perceberem, aconteceram na cidade de São Paulo, segundo dados da SSP.  Para a polícia, algumas mudanças de comportamentos como não deixar a carteira no bolso de trás e levar a bolsa na frente do corpo podem prevenir a ocorrência desses crimes.

 

— As mulheres param no farol, passam o batom olhando no retrovisor com o vidro aberto ou com a porta destravada, falta de atenção. As pessoas estão andando com seus veículos  e deixam suas bolsas no banco dianteiro do carro. Põe embaixo do banco ou atrás. São pequenos gestos que fazem muita diferença.

 

No caso dos pedestres, uma das situações mais comuns e que necessita atenção redobrada é atender a uma ligação na rua. Até para isso, são necessários certos cuidados.

 

— Se você tiver que atender o celular, atenda, mas dê uma olhada ao seu redor para fazer uma análise daquele perímetro íntimo, principalmente se estiver em movimento numa área de concentração de pessoas.

 

A mesma recomendação serve para outros aparelhos eletrônicos. Soffner aconselha que o uso desses seja feito em local privado ou de modo discreto.

— Se você tiver com um tablet na rua “dando bandeira” é diferente de colocar na sua bolsa e ir num café para usar o equipamento.

 

Por último, segundo a polícia, vem a questão da atitude.  A orientação é: se suspeitou de alguém, acione a polícia imediatamente.

 

Todas essas recomendações são para evitar que as ações criminosas aconteçam. No entanto, se elas falharem e a pessoa for surpreendida por um bandido, as atitudes devem ser de não reagir, manter a calma e, antes de se dirigir a uma delegacia, ligar no 190.  

 

As vítimas também devem, se possível, verbalizar as sua ações. Por exemplo, se você for tirar o celular do bolso para entregar ao suspeito, diga isso. Também nunca encare o criminoso, mas é importante guardar algumas características, como vestimentas e tatuagens, além da direção por onde ele fugiu. Isso facilitará a prisão do suspeito.

 

Mortes

Apesar dos casos recentes em que as pessoas, mesmo sem reagir, acabaram sendo roubadas e mortas, de acordo com o Major Soffner, o comportamento deve permanecer o mesmo.

 

— A orientação da polícia continua sendo não reagir porque a possibilidade de você não vir a ser vítima é muito maior.

 

Apitos e spray de pimentas

Já o uso de certo objetos que possam possibilitar alguma fuga ou até mesmo chamar atenção é questionável. Isso porque o uso dos apitos, por exemplo, é desaconselhado durante um assalto a mão armada, pois pode gerar por parte do criminoso um comportamento não desejado. Mas se a pessoa mora em uma região onde funciona um programa de vizinhança solidária, os assobios podem indicar que há algo suspeito na rua ou no bairro.

 

Já a utilização do spray de pimenta, que poderia ajudar uma vítima nos chamados crimes contra os costumes, que são os praticados com intenção sexual, é proibido. O produto é de uso privativo das forças armadas

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