A PARADA GAY E SUAS IMPLICAÇÕES

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Correndo o risco de ser mal interpretado, decidi escrever o que penso sobre movimentos que defendem “causas sociais”, em especial sobre um que aconteceu no último final de semana em São Paulo, denominado “Parada Gay”.

Em primeiro lugar, e para que fique absolutamente claro e inconteste, não sou homofóbico, nada tenho contra quem tem opção sexual por pessoa do mesmo sexo, ou que concebe movimentos desta natureza como legítimos.

Tenho muitos amigos e amigas que são homossexuais (assumidos ou não) e com os quais mantenho um salutar relacionamento de respeito e consideração: nunca as nossas contradições em relação a este tema impediram que o diálogo e o debate fossem produtivos e coerentes.

Mas devo dizer que movimentos desta natureza, na minha ótica passaram a ser “preconceito às avessas” ou “preconceito ao contrário”.

A apologia feita pelos que pregam idéias como esta são tão intensas e “pesadas” que acabam tirando das pessoas o direito de permanecerem neutras e, particularmente, de serem contrárias aos assuntos que defendem quem participa dos tais movimentos.

As coisas são colocadas de tal forma, dando a aparente dimensão de grandeza, que nos gera a perspectiva de que a minoria é de fato composta por aqueles que pensam diferente.

Anunciavam que a “Parada Gay” teria um público de 3 milhões de pessoas: impossível a Avenida Paulista receber este público!!! Qualquer técnico ou profissional que tenha capacidade para medir presença de público em ambientes (abertos ou fechados) sabe que simplesmente não cabe este número de pessoas naquela via pública.

O público que foi anunciado, 1,2 milhão de pessoas, certamente foi composto por pessoas que estiveram em momentos distintos na via: eu não acredito que o público que tenha ido à Avenida Paulista, no momento de maior aglomeração, tenha superado 500 mil pessoas.

Isso não tira em nada a grandeza e o sucesso do evento e, ao meu ver, declara que este tema não precisa mais ser discutido no Brasil porque já é aceito.

Eu duvido, por exemplo, que numa “Parada Heterossexual” ou “Parada contra a Corrupção” ou “Parada contra a Violência” compareçam na mesma Avenida Paulista mais do que 10% do total de público que foi na “Parada Gay”.

E são assuntos menos importantes neste País tão desigual que vivemos???

Certamente não!

Mas enfim, continuemos a ser “massacrados” por mensagens que querem nos empurrar “guela abaixo”, queiramos ou não!

Com ou sem “Parada Gay”, continuarei a amar o ser humano, independente deles preferirem beijar na boca (em público ou no ambiente privado) pessoas do mesmo sexo ou não!

Assim eu penso.

 

Humberto

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2 comentários

  1. MILTON FROTA · junho 4, 2013

    Boa tarde amigo Tem Cel. Figueiredo, fao das suas as minhas palavras, se como o sr bem o disse; ainda que um movimento contra a corrupo, aumento dos aposentados etc… no haveria nem mesmo os 10% de pessoas oxal tivssemos movimentos contra o menor assassino, pena de morte ou priso perptua ( desde que tivessem que plantar para comer) e outras leis mais severas.

  2. Andreia Fargnoli · junho 6, 2013

    Boa tarde Ten. Cel. Figueiredo, acabei de assistir o vídeo no youtube do programa Cara a Cara. Depois de tudo que vi fiquei mais fã e admiradora de sua pessoa.

    Obs: Li esse artigo e achei interessante, vou deixar o link pra vc avaliar:
    http://jblog.jb.com.br/entreamigos/2011/10/23/243/

    Andreia Fargnoli

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