CINTO É SEGURANÇA!

Cinto de segurança

Algumas subculturas subsistem na Polícia Militar e causam a ela (e aos seus integrantes) um mal muito grande, especialmente à sua imagem.

São muitas, mas quero discorrer nestas breves linhas a respeito de uma, à qual estamos dando uma grande atenção aqui na região de Piracicaba, na tentativa de desconstruí-la.

Trata-se da recusa dos policiais militares em não usar o cinto de segurança, quando embarcados em viatura policial, na realização da atividade de patrulhamento ostensivo.

Esta conduta equivocada decorre do fato de ter sido “plantada” a ideia de que o cinto atrapalharia o policial militar na hora do seu desembarque da viatura policial, numa situação de emergência. Provavelmente a ação deva ter partido de algum policial, do tipo de que na nossa gíria chamamos de “bilão” e acabou contaminando os outros.

Não é verdade que o cinto atrapalhe a ação policial em situação de emergência!

Basta treinar os gestos motores para destravamento do cinto e saque da arma, com a ação de abertura da porta viatura, que o policial militar terá plenas condições de se colocar em situação de defesa na mesma velocidade que se estivesse sem o cinto de segurança.

De outro lado, sabe-se que não é incomum o policial militar ter que empregar velocidade maior quando da necessidade de realização de cerco a criminosos ou para averiguação da prática de crimes: sem o cinto e com o risco de acidentes, o policial que tem o dever de proteger o cidadão, põe em insegurança a sua própria vida ou integridade física.

Diante de todo este cenário, iniciamos aqui na região de Piracicaba um Programa de Combate à Subcultura do Não Uso do Cinto de Segurança que denominamos “Cinto é Segurança”.

Na primeira etapa, de caráter educativo, foram gravadas mensagens pelos oficiais e sargentos de cada Batalhão, visando sensibilizar os policiais militares de suas áreas a respeito da importância do uso do cinto de segurança. Estas mensagens de voz são curtas (não superior a 30 segundos) e retransmitidas nas cabines de cada um dos Batalhões no COPOM do CPI-9.

A segunda etapa, também educativa, se dará por meio de palestras proferidas pelos oficiais e sargentos em cada área, com ilustrações de casos práticos em que pessoas (policiais militares ou não) perderam a sua vida em acidentes de trânsito pelo fato de não estarem usando o cinto de segurança.

Vamos também realizar em paralelo a terceira etapa, que consistirá na aplicação de um treinamento prático para o procedimento de destravamento do cinto e desembarque da viatura em situação de emergência: este treinamento foi desenvolvido pelo 20º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano, com sede em Osasco, e a experiência de sua aplicação naquela área tem demonstrado excelentes resultados.

Finalmente, esgotadas todas as etapas de sensibilização e treinamento do procedimento, serão realizadas fiscalizações e adotadas medidas corretivas previstas nas normas vigentes, vez que não é aceitável que aquele tem como missão fazer cumprir as leis, não as cumpra.

O policial militar, que representa o Estado, deve ter condições éticas e morais para exigir do cidadão o cumprimento das leis e isto não é possível se ele próprio não as cumpre.

Estou certo de que esta subcultura será vencida!

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