NÃO SEJA UM “IMBECIL DA INTERNET”

(•) Humberto Gouvea Figueiredo

Indico, aos que se interessarem sobre o tema, a leitura de um curto texto de Sergio Dávila, que tem como título “Ainda sobre os imbecís”, publicado no Jornal Folha de São Paulo, edição deste domingo, 19/7.
No artigo, o autor conta a passagem de uma “imbecil” das redes sociais, uma assessora de imprensa americana que, minutos antes de embarcar para uma viagem à África do Sul, digitou 47 caracteres no Twitter, talvez intencionado atingir apenas os seus poucos 175 seguidores. Escreveu (já traduzido) “Indo para a África. Espero que não pegue Aids. Brincadeirinha. Sou branca”. Ao invés de atingir apenas seus seguidores, o infeliz post se tornou viral e foi compartilhado por dezena de milhares de pessoas. O resultado? Ela perdeu o emprego e amigos, ganhou uma depressão e, enquanto existir o Google seu nome estará vinculado à brincadeira racista.
Atitudes como a desta mulher, infelizmente, não são incomuns nas redes sociais! Fazem parte da atitude de um grupo de pessoas que, talvez em função do tempo excessivo que permanecem conectados, perdem o controle do que é “público” e o que é “privado”, confundem o “real” com o “virtual”. São, como classificou Umberto Eco em seu último livro, os “imbecis da internet”.
Eu conheço vários, mas para não dar-lhes a importância que não tem e não merecem, sequer atrevo-me a dizer as iniciais de seus nome.

(*) é coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo

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