A VERDADE POR TRÁS DA FALÁCIA DA DESMILITARIZAÇÃO

Ainda bastante sensibilizado com a perda de um valioso colaborador, o 3º Sargento PM Julio César Zorzete de Almeida, do 37º Batalhão de Polícia Militar do Interior, em ocorrência policial na cidade de Itirapina, quero aproveitar o momento de comoção para despertar em todos os meus amigos e seguidores reflexão sobre uma medida extremamente negativa à comunidade, que se articula nos bastidores por algumas Entidades Representativas de Classe, cujo objetivo final é enfraquecer a Polícia Militar (e o sistema de segurança pública), com o que chamam de “desmilitarização” da PM.
Inicialmente é preciso dar “nomes aos bois” e deixar claro que encabeçam este movimento a Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, a Conferência Nacional das Guardas Municipais do Brasil e a Associação das Praças Policiais Militares da Ativa e Reformados da Polícia Militar do Estado de São Paulo: a atuação das duas primeiras Entidades é compreensível pois tem o objetivo de criar um contraponto ao chamado “Ciclo Completo de Polícia”, modelo policial em discussão no Poder Legislativo, que ampliará a competência das polícias militares, que atenderão de forma mais rápida, eficaz e eficiente o cidadão em muitos casos, sem haver necessidades de encaminhamento de fatos, de forma repetitiva, às Delegacias de Polícia.
Quanto à representação das Guardas Civis, não tenho elementos para tentar justificar a participação da Entidade neste movimento: não conheço sua representatividade e também não sei qual seu interesse numa eventual desmilitarização já que as Guardas Civis, como regra, apresentam uma estética militar.
Finalmente, em relação à Entidade que se diz representativa das Praças Ativas e Reformadas da Polícia Militar é preciso esclarecer vários pontos, para que a opinião pública e os parlamentares que estão sendo “abordados” pelo grupo não sejam enganados. Como sua sede é em Piracicaba, mesma área onde atuo, conheço-a muito bem e sei de fatos que muitos não sabem: o primeiro é que ela é presidida não por um policial militar, mas sim por um ex-policial militar, demitido da Instituição depois de processo regular, garantido o contraditório e a ampla defesa, pela pratica de atos que incompatibilizaram a sua permanência nas fileiras. Não entrarei no mérito, mas é possível pesquisa no Diário Oficial do Estado para conhecer os detalhes. Esta mesma Entidade, que se diz representar Praças, há pouco tempo mudou o Estatuto para permitir a associação de civis, inclusive na sua Diretoria. Numa Instituição como a Polícia Militar de São Paulo, que possue quase 90 mil Ativos e cerca de 40 mil Reformados, esta Associação não deve possuir em seus quadros mais do que 15, talvez 20 associados policiais militares ativos ou reformados. Que legitimidade tem para “representar” todas as Praças da PM? Nenhuma!
Apóia-se numa pesquisa enviezada, realizada com interesses escusos, para dizer que os policiais militares querem a desmilitarização e tratamento Juridico e previdenciário comum, desconsiderando as particularidades da sua atividade…MENTIRA!!!
Desafio a que apresente a ata da reunião que deliberou por esta estratégia da desmilitarização: sou curioso para saber como o assunto foi apresentado e, caso tenha sido aprovado, quantos policiais militares votaram a favor.
Não precisa ter poucos neurônios funcionando para saber que as Associações dos Delegados de Polícia de São Paulo e dos Delegados de Polícia Federal estão usando as duas outras Entidades que assinam o movimento para querer passar a ideia à sociedade e aos parlamentares que as Praças da PM e os Guardas Civis querem a desmilitarização, o que não é verdade!
A mentira não vai prosperar!!! A sociedade não vai ser prejudicada!
Se você tem contato com um Deputado ou Senador, passe esta informação a ele. Divulgue também às pessoas de bem.
Não permita que interesses classistas prejudiquem a Polícia que está presente em todas as cidades, nas 24 horas do dia, que lhe atende no lugar onde você chama e que existe para lhe servir e proteger, até com o sacrifício da própria vida, como aconteceu recentemente com o Sargento Julio César.

 

Humberto Gouvêa Figueiredo

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