LIÇÕES DA MORTE

(*) Cristiane Framartino Bezerra

 

montagner

Assim silenciosa e apressadamente as águas do “velho Chico” levaram o artista!
E eu fico pensando no quanto a morte sempre quer ensinar algo.
“A morte precisa ter uma utilidade”, dizia Gandhi.
Chocar um país, tirar o chão, mostrar que ela é assim. Vem sem explicar, algumas vezes, sem chance de despedidas, sem deixar as coisas em ordem.
A morte nos convida à vida!
Pode parecer insano. Mas é a maior verdade que temos diante do nariz, porém, viramos o pescoço para não enxergar!
Eu caminho ao lado dela! A morte está ao meu lado.
Ela me ensina sobre a fragilidade humana.
Convida-me sempre a deixar a carga mais leve, achar graça de tudo, não acumular nada!
Sou turista, de passagem por esta linda paisagem terrena…O rio da integração nacional chamou para si o artista e a atenção da nação!
Deixou-nos um recado bem claro… Em segundos, nossos sonhos, contratos, ambições, podem ser levados pela correnteza!
Vivamos muito, de preferência com alegria e paz, só por agora!
Pode ser que não haja depois!

(*) Poetisa

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