DAR VALOR A QUEM MERECER VALOR

(*) Humberto Gouvêa Figueiredo

 policial-militar

Quando elegi a “priorização da atividade operacional – o policiamento ostensivo” e o “fortalecimento institucional e político da Polícia Militar na região de Ribeirão Preto” como dois, dos seis eixos estratégicos do Plano de Comando para o CPI-3, não o fiz sem uma justificada razão: valorizar quem exerce atividade primordial da Instituição e zelar pela sua defesa são duas missões de muita relevância para quem gerencia a polícia ostensiva numa região de tão elevada complexidade, quanto é a da “Califórnia Brasileira”.

O homem e a mulher que trabalham no policiamento ostensivo, estes mesmos que suportam uma carga horária de trabalho muito acima da média dos demais trabalhadores, que se submetem a condições insalubres para o cumprimento da sua missão, suportando o desgastante sol dos dias de verão e o frio intenso das noites de inverno, carregando em seu corpo um conjunto de equipamentos que chegam a pesar até 4 quilos, devem ter de quem os supervisiona, gerencia e dirige o amor fraternal, o respeito, a consideração e a valorização.

São eles e elas, os patrulheiros e patrulheiras, que estão na linha frente, que mediam e resolvem conflitos o tempo todo e que aplicam a lei na prática, no caso concreto, evitando que centenas de milhares de casos se judicializem. Lidam com situações complexas, e não poucas vezes expõe a risco aquilo que tem de mais preciso: a sua vida!

Valorizar os policiais militares, reconhecê-los na sua individualidade e acolhê-los como o que de mais importante temos na Polícia Militar deve ser o papel e a postura de todos aqueles que lideram tão nobres e importantes seres humanos.

De outro lado, ao se fortalecer a Instituição perante a comunidade, ter-se-á como resultado a valorização dos policiais militares também pelas pessoas a quem eles servem.

A ação deve se dar no sentido de fazer com que a sociedade conheça a verdadeira face da Polícia Militar, os seus valores, os seus princípios, de modo a compreender que os cidadãos que escolhem ser policiais militares, fazem a opção pelo bem, pelo certo, pelo justo e, por isto tudo, merecem ser tratados distintamente.

Não é uma tarefa fácil, uma vez que os erros que os policiais militares cometem (e que acontecem porque sendo seres humanos estão sujeitos ao erro), normalmente são apresentados com uma crítica desproporcional, acompanhados de adjetivos ofensivos do tipo “despreparados”, “violentos”, “truculentos”, entre outros.

Sigamos em frente, na esperança de que um dia esta realidade seja alcançada.

 

(*) é coronel da Polícia Militar e comandante do CPI-3

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