A POLÍCIA MILITAR MERECE ARMAMENTO SEGURO E DE QUALIDADE

 

 

(*) Humberto Gouvêa Figueiredo

 

Nenhuma pessoa em sã consciência tem dúvida de que o policial, em especial aquele que tem contato mais direto com a comunidade, o policial militar, deve portar uma arma de boa qualidade, apta a garantir a sua segurança e a das pessoas às quais ele serve e protege.

Diferente do que muitos podem pensar, a arma do policial militar é um equipamento de defesa, de proteção e deve ser usado em situações em que o último recurso seja a aplicação da alternativa letal.

Tal como um bom médico cirurgião, que com destreza e habilidade se utiliza do bisturi num procedimento invasivo, assim também deve ser o policial militar em relação ao seu armamento: um paciente não deve ter dúvida em relação à capacidade do cirurgião, nem à qualidade do bisturi que ele usa; da mesma forma, o cidadão não deve temer o policial armado, nem ter desconfiança a respeito das condições técnicas do seu armamento.

Muitas pessoas desconhecem, mas existe a imposição de restrição quanto à compra de armamento das melhores indústrias de armas, com fábricas fora do território brasileiro: a pretexto de garantir a segurança do País, a indústria armamentista brasileira é privilegiada nos certames licitatórios, ainda que a qualidade dos seus produtos seja muito questionada e o preço praticado seja superior ao de produtos similares vendidos em outros países.

São as Policias Estaduais que mais sofrem com este cenário, pois são obrigadas a adquirir armas que falham e que disparam acidentalmente colocando em risco a integridade física e a vida de cidadãos e dos próprios policiais.

A luz no fim do túnel pode ter se apresentado no último dia 24/10, quando de forma corajosa e inédita a Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do seu Centro de Suprimento e Manutenção de Armamento e Munição (CSM/AM), aplicou a sanção administrativa de proibição de licitar por 2 anos com a Administração Pública à Indústria Forjas Taurus, empresa vencedora das últimas licitações para a compra de armamento pela maioria das Polícias do Brasil.

Depois de analisados os recursos que certamente serão apresentados pela Taurus, se mantida a punição, poderá ser viabilizada a possibilidade de compra de armamento de melhor qualidade e mais barato na indústria internacional.

Assim esperamos, para o bem da Polícia e da Sociedade.

(*) é coronel da Polícia Militar e comandante do policiamento na região de Ribeirão Preto

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