QUEREMOS LHE OUVIR, SENHOR OUVIDOR!

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(*) Humberto Gouvêa Figueiredo

Há alguns dias atrás, cinco jovens residentes na zona leste da cidade de São Paulo desapareceram quando se deslocavam para uma festa e, pouco tempo depois seus corpos foram encontrados na região de Mogi das Cruzes, tendo um deles a cabeça decepada.
Os jovens tinham sido mortos com tiros de revólver 38, porém, próximo aos cadáveres foram encontrados cartuchos de calibre .40 e de 12.
A imprensa, sensacionalista e ávida pelo “furo”, noticiou apressadamente que a munição encontrada pertencia a um lote que teria sido adquirido pela Polícia Militar ou pela Polícia Civil e que, num sítio próximo ao local e que seria frequentado por policiais militares, teria sido localizado um pouco de cal, tudo levando as pessoas a entenderem que o bárbaro crime teria sido cometido por PM.
No embalo dos fatos noticiados vem o Senhor Júlio Cesar Neves, o Ouvidor, mas que de fato vem se portando mais como “Falador” e, apenas com base no que a imprensa tinha falado ou escrito, imputou à policiais militares a prática do crime.
Ele, da forma rancorosa e hostil que tem caracterizado seu discurso quando se refere à Polícia Militar, apontou toda sorte de acusações e inverdades sobre a Polícia Militar, tratando-nos como criminosos contumazes e incorrigíveis.
Mas ontem (10/11) a verdade veio à tona e se comprovou que não foram policiais militares, mas sim um Guarda Civil de Santo André o autor do crime.
Até agora não vi um único pedido de desculpas deste cidadão que tem se aproveitado da função que exerce para, baseado na ideologia que professa, atacar incansavelmente a Polícia Militar, desejando fragiliza-la.
Como comandante de Polícia Militar nas regiões de Piracicaba e de Ribeirão Preto tive a oportunidade de debater com esta pessoa sobre casos pontuais e a mim foi nítida a sua postura destrutiva em relação à PM.
O Ouvidor deve desculpas públicas a todos nós, policiais militares!
Deve pedir espaços nos mesmos veículos de comunicação que usou para nos chamar de “assassinos” para se penitenciar: eu, minha família, meus filhos, meus amigos, meus colaboradores na Polícia Militar merecemos isto.
Concito os nossos representantes políticos na Assembleia Legislativa, nossas Associações de Classe para que adotem medidas em todas as esferas para que o Senhor Júlio Cesar Neves seja mais prudente, responsável e ético no exercício das suas funções.
Este senhor foi contratado e é remunerado para ouvir e não para falar: muito menos falar as asneiras que tem sido comum ouvir da sua boca!
Respeito é bom e nós, policiais militares, gostamos!

(*) é coronel da Polícia Militar e comandante do Policiamento na região de Ribeirão Preto.

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