Coronel Figueiredo: da gráfica do O Imparcial ao mais alto posto da PM

O coronel da Polícia Militar Humberto Gouvêa Figueiredo, de 49 anos, hoje comanda o 3º Comando de Policiamento do Interior (CPI-3), sediado na cidade de Ribeirão Preto, que administra o policiamento de 93 cidades da região central do estado de São Paulo com um efetivo de 4 mil policiais militares. Mas, Figueiredo começou sua vida profissional ainda muito jovem, na área gráfica do jornal mais antigo da cidade, O Imparcial.

Figueiredo conta com saudade que entrou no jornal com 14 anos de idade, em 1982, onde teve seu primeiro registro em carteira de trabalho exercendo a função de compositor e auxiliar de linotipista na gráfica deste periódico. De acordo com ele, trabalhar no jornal O Imparcial foi um divisor de águas que lhe abriu as portas para o mercado de trabalho, além de lhe render estímulo para a vocação da escrita e abrir novos horizontes para em sua vida.

“Aqui aprendi muito com grandes profissionais com quem trabalhei e com as tecnologias da época com as quais tive contato. Lembro-me de quando o primeiro aparelho de fax foi instalado aqui na redação do jornal, em 1983, e a gente viu a foto do jogo entre Ferroviária e Grêmio que havia sido disputado lá em Porto Alegre, brotando daquele aparelhinho. Aquilo foi uma coisa muito marcante para mim”, lembra o coronel.

Figueiredo ressalta que além de ter uma grande identificação com o jornal que conta a história de Araraquara há 87 anos, nutre uma gratidão muito grande pelo o que a empresa representou em sua vida, não só profissional, mas também pessoalmente. “Tenho uma gratidão muito grande pelo jornal O Imparcial. Aqui fiz amigos e aprendi muito”, ressalta.

Academia do Barro Branco

No dia 4 de fevereiro de 1.985, o jovem Figueiredo que é filho e irmão de militares, ingressava na Academia do Barro Branco de onde sairia com a patente de aspirante a 1º tenente da Polícia Militar no ano de 1.988.

Sua carreira militar se iniciou em Araraquara como aspirante a oficial, em seguida foi transferido para o batalhão da Zona Norte de São Paulo, depois para o 38º BPMI em São Carlos, de onde retornou para Araraquara em 1991 e ficou até 1999, quando foi transferido para a Academia do Barro Branco, onde atuou como instrutor até o ano de 2001, retornando para Araraquara onde permaneceu até 2009 e na época recebeu a patente de major indo trabalhar no Quartel Geral da PM na capital, onde exerceu a função de relações públicas no setor de Comunicação Social e também atuou nas áreas de logística e planejamento. No ano de 2013, quando assumiu o posto de tenente coronel foi designado para comandar o 36º BPMI em Limeira, onde ficou até 2014, quando assumiu a patente de coronel – a mais alta da Polícia Militar -, assumindo o comando do CPI-9 em Piracicaba, até ser transferido no ano passado para a cidade de Ribeirão Preto, onde comanda o CPI-3, que compreende 93 cidades da nossa região incluindo Araraquara, e conta com 7 batalhões e um efetivo de aproximadamente 4 mil policiais militares.

Sonho e realização

Figueiredo conta que o sonho de todo jovem que ingressa na Academia do Barro Branco é chegar ao posto de coronel, mas no início isso parece um lugar muito distante e às vezes inatingível. Por isso, a vida do policial militar é feita de trabalho incansável e dedicação exclusiva à carreira.

“A carreira militar tem que estar no sangue, porque quem não gosta não consegue suportar, pois é um ritmo de vida muito diferente e de dedicação exclusiva. Na academia tem atividades das 6 horas da manhã até às 22 horas, quem não se adapta não consegue chegar ao final. Quem escolhe ser policial militar tem que saber que escolheu servir as pessoas. Ele não pode achar que está fazendo um favor, mas lembrar de que aquilo é sua obrigação”, ressalta.

Família PM

Figueiredo vem de uma família composta por vários policiais militares, começando por seu pai, o 1º sargento PM reformado Antônio de Aquino Figueiredo, e segue com seu irmão Rogério que é subtenente em Américo Brasiliense e seu primo Alan que é capitão e comanda a Companhia de Força Tática de Araraquara. Porém, os filhos tomaram outros rumos profissionais.

O coronel conta orgulhoso que sua filha caçula Ingrid Delboni Figueiredo, de 23 anos, é formada em biomedicina e atualmente faz uma pós-graduação na mesma área na Unesp de Araraquara. Já o filho Cairê Delboni Figueiredo, de 25 anos, é escrevente técnico do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Desafios

Para Figueiredo, desempenhar as funções inerentes a mais alta patente da Polícia Militar não é tarefa fácil e o grande desafio é o controle dos índices criminais na região que ele administra. Mas, além disso, o líder tem que ser um facilitador para que os subordinados possam desempenhar seus trabalhos com excelência. Para conseguir desempenhar um bom trabalho e conseguir os resultados esperados, o coronel lembra os 6 eixos principais do trabalho policial destacados abaixo:

1- Transparência

2- Priorização da atividade do policiamento ostensivo

3- Fortalecimento político da instituição

4- Sedimentação da Filosofia da Polícia Comunitária

5- Busca da excelência de todas as ações policiais

6- Fomento do modelo de Liderança Servidora.

Audiências Públicas

Outro ponto importante destacado pelo coronel são as audiências públicas realizadas pela Polícia Militar para prestar contas do trabalho policial à sociedade. Entre as atividades realizadas se devem ressaltar o diagnóstico, a apresentação do plano de trabalho – que nada mais é que ouvir a comunidade – e, por fim, estabelecer o controle social da atividade.

Figueiredo lembra também que a valorização do policial militar é algo levado a sério pela instituição que realiza cerimônias mensais para homenagear, por exemplo, policiais envolvidos em ocorrências de destaque. Por outro lado, visando sempre a excelência dos serviços prestados, o policial tem o desempenho avaliado a cada seis meses.

“A relação entre a PM e a população é muito importante, pois só com a cooperação mútua chegamos aos resultados esperados”, conclui.

 

 

Fonte: http://www.jornaloimparcial.com.br/2016/noticias/supermanchete/coronel-figueiredo-da-grafica-do-o-imparcial-ao-mais-alto-posto-da-pm

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BRILHANTE REFLEXÃO

Um texto muito oportuno escrito por um Oficial do Exército Brasileiro que, sem conhecê-lo, sei que é brilhante.
Aos amigos peço que leiam e reflitam.

“CEL DO EXÉRCITO ESCREVE TEXTO ABSURDAMENTE BRILHANTE

Do Cel CARLOS ALBERTO BASTOS MOREIRA

A TODOS MEUS IRMÃOS EM ARMAS.

Não se iludam com aplausos de intervenção de EB.

Nós não fomos feitos para isso, a não ser para policiarmos áreas em que já destruimos o inimigo práticamente de maneira total, pelo emprego total de nossas armas e poder de fogo.
Não temos o perfil de patrulhar ações pontuais, em área completamente sob o poder do inimigo.
Estão nos colocando ( e a nosso potencial humano combatente ) numa situação de fragilidade perante a lei do politicamente correto, Qualquer militar que atira, que matar, certamemnte vai começar tendo sua arma recolhida, para exame balistico.
Isso não existe para nós na guerra, nossa destinação.
Somos totalmente diversos de uma destinação da honrosa policia, por principios de emprego.
O policial atira se a voz de prisão não for respeitada….
Exercito é feito para atirar primeiro e quem não quiser morrer que se renda. Totalmente diferente. Ou não funciona e só desmoraliza.
Policia é muito mais capaz de atuar nesses eventos pontuais de desordem.
Nós somo profissionais do aniquilamento, embora muitos que já se tornaram “vôvôs” tenham perdido a noção desse conceito. Temo muito por nossos rapazes, soldados, demais graduados e oficiais…. largados numa arena e tendo um braço amarrado ….
Não se esqueçam ou por isso me critiquem : nós somos profissionais do aniquilamento do inimigo e só somos aptos a patrulhar áreas onde nosso potencial ja se fez totalmente sentido.
Não somos policia. Policia é coisa especializada. Nos somos o Caos.
A guerra.
Temo a desmoralização… as armas recolhidas para balistica pelos ” direitos humanos, etc, etc…
Temo o tenente preso e abandonado pelos chefes( como já aconteceuy no Alemão )…temo a proximidade de conversas com o inimigo. temo mais um escândalo.

C2-50 Manual de Campanha da Cavalaria …. art….paragrafo ….. ” é terminantemente PROIBIDO entabolar conversações com o inimigo. Qualquer tentativa deste, nesse sentido, deve ser repelida pelas armas “..

Vai dar para fazer sem que a ” justiça” ( que está em posição de emboscada ) não condene o guerreiro que seguiu o regulamento..???..

Eu não consentiria a menos que houvesse Lei Marcial e estado de Guerra.
Eu gosto de soldados…
E quando uma mãe manda seu filho para servir ao Exercito, ela até sabe que ele pode morrer em alguma guerra. Mas jamais se conformará se ele for preso por atirar em vagabundo.