Lembranças da Academia


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4 comentários

  1. ANDREIA FARGNOLI · março 17, 2011

    Quando à corte silente do pensar
    Eu convoco as lembranças do passado,
    Suspiro pelo que ontem fui buscar,
    Chorando o tempo já desperdiçado,

    Afogo olhar em lágrima, tão rara,
    Por amigos que a morte anoiteceu;
    Pranteio dor que o amor já superara,
    Deplorando o que desapareceu.

    Posso então lastimar o erro esquecido,
    E de tais penas recontar as sagas,
    Chorando o já chorado e já sofrido,

    Tornando a pagar contas todas pagas.
    Mas, amigo, se em ti penso um momento,
    Vão-se as perdas e acaba o sofrimento

    William Shakespeare

  2. Michele Seabra · março 27, 2011

    Tem cara de ter sido o novidade da escolinha…rsrsrsrs

  3. Alex Sandro Do Carmo · abril 30, 2011

    Recentemente, tive a oportunidade de descansar em uma chácara muito afastada da movimentação urbana. Foi uma experiência única. Um dia, ao final da tarde, resolvi caminhar sozinho, seguindo um dos caminhos que terminavam no local onde eu estava. O solo era arenoso, rodeado de vegetação baixa, e completamente irregular.
    O vento, o sol, o solo, a paisagem, tudo era muito inspirador. Fui andando, e perdi a noção do tempo. Quando me atentei, já tinha andado bastante. Foi então que resolvi voltar, e percebi algo muito belo no caminho: As pegadas que eu havia deixado, estavam maiores, não pareciam as minhas. Descaracterizadas pelo vento que movimentava a areia, elas haviam tomado uma proporção bem maior. Foi então que eu pensei: É impossível trilhar o mesmo caminho, exatamente da mesma forma, duas vezes.
    Por onde passa, o homem deixa sua marca. As feridas, sejam na areia, sejam no tempo, sejam no outro, são inevitáveis.
    Muitas pessoas, ao cometerem algum erro, insistem por muito tempo, até durante anos, uma reconciliação, um recomeço, mas sempre tentando encaixar os passos nas pegadas que já existem. Impossível. O desafio está em retornar, contemplando as marcas que deixei, descaracterizadas pelo tempo, pelo vento, até pela dor, mas que servem para apontar meu começo.

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