Frases para sempre lembrar

“Aprendei e Ensinai!…”
“A essência do conhecimento consiste em aplica-lo, uma vez possuído.” (Confúncio)
“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”
“Tudo o que somos é o resultado de nossos pensamentos” (Buddha).
“Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido” (Lucas 12:2).
“A realização de seus sonhos começou a ser feita a partir de sua primeira respiração, e só perderá a vigência no momento em que você lançar o último suspiro. Realizar sonhos é uma tarefa que dura todo o ciclo das respirações. O aprendizado é para todas as existências…”.
“Lembrem-se! A Maçonaria não Transforma o Mundo. A Maçonaria muda Pessoas. Pessoas Transformam o Mundo” (Valdemar Sansão).
“Qualquer coisa que a mente do homem pode conceber, pode também Alcançar e Realizar” (W. Clement Stone).
“Tudo o que chega na sua vida (quer seja bom ou mal), você mesmo está atraindo pelo poder da atração. Você atrai todas as experiências sem se dar conta pelo maravilhoso poder de sua mente que funciona sem parar. Você atrai tudo àquilo que teme; Você atrai tudo àquilo que agradece;
“Você atrai tudo aquilo do que se queixa; Só você pode mudar sua vida, ninguém mais pode fazê-lo por você”.
“A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna”.
“Dê a quem você ama asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”.
“As pessoas felizes lembram o passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo.”

RESULTADO DE PESQUISA SOBRE ASSUNTOS DE INTERESSE DA SEGURANÇA PÚBLICA.

Nos dias 25 e 26 de outubro realizei uma pesquisa usando a ferramenta do ‘Survey Monkey”, na rede social Facebook.

A pesquisa teve por objetivo saber a opinião das pessoas sobre temas de interesse da Polícia Militar, tais como ‘policiamento comunitário’, ‘ciclo completo de polícia’ e ‘ confiança e conhecimento da atividade policial’.

Foram entrevistadas cerca de 150 pessoas, todavia a ferramenta no seu modo básico permite analisar as respostas penas de 100 entrevistados.

Não se trata de uma pesquisa científica, mas dá uma boa ‘pista’ do que pensam as pessoas sobre a Polícia Militar.

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A POLÍCIA MILITAR MERECE ARMAMENTO SEGURO E DE QUALIDADE

 

 

(*) Humberto Gouvêa Figueiredo

 

Nenhuma pessoa em sã consciência tem dúvida de que o policial, em especial aquele que tem contato mais direto com a comunidade, o policial militar, deve portar uma arma de boa qualidade, apta a garantir a sua segurança e a das pessoas às quais ele serve e protege.

Diferente do que muitos podem pensar, a arma do policial militar é um equipamento de defesa, de proteção e deve ser usado em situações em que o último recurso seja a aplicação da alternativa letal.

Tal como um bom médico cirurgião, que com destreza e habilidade se utiliza do bisturi num procedimento invasivo, assim também deve ser o policial militar em relação ao seu armamento: um paciente não deve ter dúvida em relação à capacidade do cirurgião, nem à qualidade do bisturi que ele usa; da mesma forma, o cidadão não deve temer o policial armado, nem ter desconfiança a respeito das condições técnicas do seu armamento.

Muitas pessoas desconhecem, mas existe a imposição de restrição quanto à compra de armamento das melhores indústrias de armas, com fábricas fora do território brasileiro: a pretexto de garantir a segurança do País, a indústria armamentista brasileira é privilegiada nos certames licitatórios, ainda que a qualidade dos seus produtos seja muito questionada e o preço praticado seja superior ao de produtos similares vendidos em outros países.

São as Policias Estaduais que mais sofrem com este cenário, pois são obrigadas a adquirir armas que falham e que disparam acidentalmente colocando em risco a integridade física e a vida de cidadãos e dos próprios policiais.

A luz no fim do túnel pode ter se apresentado no último dia 24/10, quando de forma corajosa e inédita a Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do seu Centro de Suprimento e Manutenção de Armamento e Munição (CSM/AM), aplicou a sanção administrativa de proibição de licitar por 2 anos com a Administração Pública à Indústria Forjas Taurus, empresa vencedora das últimas licitações para a compra de armamento pela maioria das Polícias do Brasil.

Depois de analisados os recursos que certamente serão apresentados pela Taurus, se mantida a punição, poderá ser viabilizada a possibilidade de compra de armamento de melhor qualidade e mais barato na indústria internacional.

Assim esperamos, para o bem da Polícia e da Sociedade.

(*) é coronel da Polícia Militar e comandante do policiamento na região de Ribeirão Preto

MINHA MANIFESTAÇÃO SOBRE A MATÉRIA DO PROGRAMA “FANTÁSTICO” EM 23/10

Sobre a matéria exibida há pouco no Programa Fantástico, apresento as minhas ponderações:
1º A Policia Militar tem uma Corregedoria Forte, Atuante e que corta na carne quando é preciso;
2º Não há corporativismo: bandidos que se travestem de policiais não são aceitos na Instituição…são descobertos, presos e demitidos ou expulsos;
3º A Instituição goza de respeito por parte da comunidade e das autoridades sérias e sem ideologia enviesada, como é o caso do atual Ouvidor das Polícias, que claramente exterioriza sua posição sempre contrária à Polícia Militar; e,
4º Quem é policial militar correto, comprometido e que segue os princípios, deveres e valores, deve sentir-se feliz quando se consegue identificar, prender e expulsar quem nos desonra por usar a mesma farda que usamos.
Assim eu penso!

Humberto Gouvêa Figueiredo, Coronel PM, Comandante do CPI-3

DAR VALOR A QUEM MERECER VALOR

(*) Humberto Gouvêa Figueiredo

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Quando elegi a “priorização da atividade operacional – o policiamento ostensivo” e o “fortalecimento institucional e político da Polícia Militar na região de Ribeirão Preto” como dois, dos seis eixos estratégicos do Plano de Comando para o CPI-3, não o fiz sem uma justificada razão: valorizar quem exerce atividade primordial da Instituição e zelar pela sua defesa são duas missões de muita relevância para quem gerencia a polícia ostensiva numa região de tão elevada complexidade, quanto é a da “Califórnia Brasileira”.

O homem e a mulher que trabalham no policiamento ostensivo, estes mesmos que suportam uma carga horária de trabalho muito acima da média dos demais trabalhadores, que se submetem a condições insalubres para o cumprimento da sua missão, suportando o desgastante sol dos dias de verão e o frio intenso das noites de inverno, carregando em seu corpo um conjunto de equipamentos que chegam a pesar até 4 quilos, devem ter de quem os supervisiona, gerencia e dirige o amor fraternal, o respeito, a consideração e a valorização.

São eles e elas, os patrulheiros e patrulheiras, que estão na linha frente, que mediam e resolvem conflitos o tempo todo e que aplicam a lei na prática, no caso concreto, evitando que centenas de milhares de casos se judicializem. Lidam com situações complexas, e não poucas vezes expõe a risco aquilo que tem de mais preciso: a sua vida!

Valorizar os policiais militares, reconhecê-los na sua individualidade e acolhê-los como o que de mais importante temos na Polícia Militar deve ser o papel e a postura de todos aqueles que lideram tão nobres e importantes seres humanos.

De outro lado, ao se fortalecer a Instituição perante a comunidade, ter-se-á como resultado a valorização dos policiais militares também pelas pessoas a quem eles servem.

A ação deve se dar no sentido de fazer com que a sociedade conheça a verdadeira face da Polícia Militar, os seus valores, os seus princípios, de modo a compreender que os cidadãos que escolhem ser policiais militares, fazem a opção pelo bem, pelo certo, pelo justo e, por isto tudo, merecem ser tratados distintamente.

Não é uma tarefa fácil, uma vez que os erros que os policiais militares cometem (e que acontecem porque sendo seres humanos estão sujeitos ao erro), normalmente são apresentados com uma crítica desproporcional, acompanhados de adjetivos ofensivos do tipo “despreparados”, “violentos”, “truculentos”, entre outros.

Sigamos em frente, na esperança de que um dia esta realidade seja alcançada.

 

(*) é coronel da Polícia Militar e comandante do CPI-3

‘A cada dia, mais alternativas pro criminoso ficar impune’

Foto de: William Borges/Comércio da Franca

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Coronel responsável pelo Comando de Policiamento do Interior, com sede em Ribeirão, Figueiredo quer aproximar a sociedade da polícia, defende leis mais rígidas e o fim da burocracia

 

Novo comandante da Polícia Militar na macrorregião de Ribeirão Preto, que abrange Franca e outros 92 municípios, o coronel Humberto Gouvêa Figueiredo, 48, é um homem que defende a união entre polícia e a população.

Ele começou na PM como aspirante a oficial, em 1988. Desde então, não parou mais. Tornou-se segundo tenente no ano seguinte e primeiro tenente em 1990. Em 2001, capitão; major, em 2009; e em 2013, tornou-se tenente coronel. Há dois anos, passou para coronel. Todas as suas promoções foram por merecimento. Passou por sua terra natal, Araraquara, e também por São Paulo, Limeira, Matão, São Carlos, Piracicaba e, desde março deste ano, está em Ribeirão Preto.

Na última terça-feira, Figueiredo esteve em Franca. Desde as primeiras horas do dia, conversou com políticos na Câmara Municipal, policiais, profissionais da imprensa, figuras da segurança pública e advogados. Já no final da tarde, recebeu a reportagem do Comércio no 15º Batalhão da PM e falou sobre sua trajetória, violência que assola a cidade e a fragilidade da legislação brasileira.

Por que o senhor decidiu ingressar na Polícia Militar?
Meu principal incentivo foi meu pai. Ele começou como soldado da PM e aposentou-se sargento. Desde pequeno, frequentei o quartel e comecei a e vivenciar aquilo. Tendo colegas que decidiram seguir a carreira de oficial, fiquei ainda mais interessado e prestei o concurso. Tenho a absoluta convicção de que fiz a escolha certa na minha vida: a de servir a sociedade. De nutrir esse sentimento de fazer algo pelo outro, algo que a PM permite através de intensa atividade e dedicação. É evidente que é um trabalho que te exige muito e que precisa de 100% de vocação. Não adianta nada querer ser policial sem ter vocação para isso.

Quais são os principais desafios e o norte de seu trabalho, estando à frente de 4.000 policiais?
Tento implantar o modelo de liderança servidora. Gosto de estar junto do meu efetivo e de trabalhar lado a lado. Desempenhar a função em equipe. Busco implantar isso por onde passo, pois foi o que vivenciei durante o comando de pelotão de Força Tática. A relação é diferente. É mais próxima e unida. Externamente, o conceito de polícia comunitária tem sido cada vez mais utilizado. É necessário envolver a comunidade e, por isso, a cada três meses, realizamos audiências públicas, promovemos ações sociais e deixamos as portas do quartel abertas para que as pessoas conheçam nosso trabalho e saibam que podem contar com a polícia.

Como a sociedade pode ajudar a Polícia Militar?
É imprescindível a participação e ajuda das pessoas. Ir nas audiências públicas, acionar o 190 sempre que notar algo suspeito e observar a presença de viaturas e policiais nas ruas são exemplos do que é possível fazer e para mostrar que essa parceria funciona. Costumo comparar a polícia ao serviço do carteiro. Frequentemente, há a reclamação de que não se viu viatura passando pelo bairro. É o mesmo que acontece com o carteiro. Não o vemos entregando as cartas, colocando-as nas nossas caixas. Mas elas chegam. É igual ao trabalho da PM. Vocês não nos vêem o tempo todo, mas estamos sempre olhando por vocês.

Nas audiências públicas realizados com a população, quais os pontos principais que ela traz para debater e buscar soluções?
Não buscamos apenas que a população traga demandas. Queremos trazer e receber diagnósticos. Segurança não é algo tangível e por isso precisamos da participação da sociedade com as soluções. Diante de uma mesma circunstância, você pode se sentir segura e a outra pessoa não. Há relatos de cidadãos que moram no mesmo bairro, na mesma rua, e um sente segurança, enquanto o outro não. Muitas vezes, a desinformação gera insegurança. Nas audiências, quando alguém menciona um homicídio que pode ou não ter ocorrido em sua região, eu tento esclarecer. Quando ocorre um crime por conta de envolvimento com drogas, por exemplo, mostro para o cidadão que, se ele não estiver dentro desse grupo de risco e envolvido com drogas, não se tornará uma vítima e não precisa se preocupar.

Em Franca, os roubos de veículos foram recorde em agosto. Foram 12 crimes dessa natureza. Furtos também têm crescido. São esses os crimes que mais preocupam a PM? Como combatê-los?
Há uma preocupação e dificuldade em relação aos roubos e furtos de veículos. Isso foi narrado quando conversei com os capitães das companhias de Franca. Mas não é uma realidade apenas da cidade e não é incomum um caso que o furtador do veículo, preso pela PM, tenha outras 12, 13 passagens pelo mesmo delito. Ele continua no crime porque, para ele, compensa. O legislador decidiu que as penas mais severas são para os crimes contra a vida. Então, alguém que pratica crimes contra o patrimônio, tem ficado pouco tempo na cadeia. Nos lugares onde há audiência de custódia, quem pratica furto de veículo, sai no dia seguinte. Isso faz com o que o ladrão de carro, aquele que revende um veículo por R$ 1000, lucre R$ 3 mil se furtar três automóveis por dia. Poucas pessoas no País ganham isso em 24 horas. Como não há punição severa e ela não é maior que o risco para o bandido, logo que ele sai do sistema prisional, volta a roubar para recuperar o ‘dia perdido’ e a lucrar com o crime. Quanto aos roubos, realmente tivemos um aumento. Especialmente quando aparelho celulares são levados. É um equipamento caro, que pode custar mais de R$ 4 mil, e que as pessoas não têm cautela ao usar no meio da rua. Ao ser roubado, é um objeto de fácil comercialização e de ser passado para frente. Tudo isso dificulta a atuação da Polícia Militar e, sem a ajuda da sociedade, em denúncias e tendo cautela, não temos como agir efetivamente.

Como lidar com a criminalidade contando com um efetivo aquém do ideal?
Nosso problema não é o efetivo ser abaixo do necessário ou não. Trata-se de eficiência. Hoje, um PM vai atender uma ocorrência e, se prender alguém em flagrante, fica seis horas em um distrito policial para registrar o caso. Se chega na Polícia Civil para fazer um simples boletim de ocorrência, fica duas horas, tempo que poderia estar nas ruas, fazendo patrulhamento. Esse modelo em que a PM faz uma parte do processo e a Civil outra, está ultrapassado. Os estados que avançam nesta área, como Santa Catarina e Rondônia, têm como base a eficiência. O melhor modelo seria, então, ciclo completo para as duas polícias. PM, além da prevenção, faria a apuração e repressão imediata de crimes com menor potencial ofensivo, que são 80% dos problemas. Os furtos, brigas de casais, perturbação de sossego alheio, são um exemplo. Seria muito mais simples se, ainda no local, o policial registrasse o fato e já marcasse a audiência, como em Santa Catarina.

A que fatores o senhor atribui o aumento da criminalidade no País?
O que temos hoje é que, antes de toda essa parte, há um conjunto de cinturões sociais que deveriam atuar e, que, por não cumprirem seu papel, fazem o problema estourar na Polícia Militar. Começa lá na família, primeiro eixo de tudo. Depois, vai para a escola, que também deveria ser um cinturão social. Quantas vezes não somos acionados para resolver problemas escolares e indisciplinas? Não deveríamos. Se o problema acontece dentro da instituição, ela que deve resolver. Entramos em casas e escolas para solucionar problemas que, na realidade, são desses cinturões sociais. Só depois deles que a Polícia Militar deveria intervir. Ela, sozinha, não consegue combater tudo.

Os ataques aos bancos da região têm se tornado cada vez mais recorrentes. O que a PM faz para prender as quadrilhas? Há uma atuação especial nesses casos?
Sei que podem dizer que a explosão de um banco gera insegurança e afeta a tranquilidade da população. Claro que, por isso, há uma preocupação em prevenir crimes tanto contra bancos quanto estabelecimentos comerciais. Quando ocorrem esses ataques, há um plano de ação em que avisamos as áreas e aviso às unidades de modo que haja um posicionamento de policiais para a captura dos criminosos. Mas não é algo tratado como prioridade na PM. Os direitos dos banqueiros são iguais aos dos donos de farmácias, padarias e postos de combustíveis atacados por bandidos. Não tem distinção e não vejo razão para um policiamento específico apenas nas agências.

Agências dos Correios também têm sido alvo dos ladrões. Foram 12 ataques neste ano na região de Franca, sendo cinco apenas no mês de setembro. Elas são um alvo fácil?
O Correio se enveredou para uma área em que se aproxima muito de um estabelecimento bancário e não oferece as mesmas condições de segurança que a legislação cobra dos bancos. Antes, era só encaminhar correspondência. Hoje, faz-se tudo na agência dos Correios. Evidente que precisamos ter atenção aos ataques frequentes, mas é o mesmo caso dos bancos. Não haverá privilégio a determinado segmento com o pretexto de que tem uma atividade específica.

Boa parte dos flagrantes de roubos e mesmo homicídios envolve adolescentes. Como o senhor enxerga a inserção do menor no crime?
É algo preocupante. Temos vistocada vez mais crianças e adolescentes no mundo do crime. Não tem surtido efeito a punição dada ao adolescente infrator. Ele só pode ser apreendido quando o crime é feito mediante grave ameaça ou violência. Por não ter essa punição, ele continua praticando. Outro aspecto que interfere é que existe uma ação pública contra a Fundação Casa, proibindo que tenha uma população prisional superior a 10% da sua capacidade. Hoje já está com o máximo que pode. Então, quando um adolescente é apreendido em Franca, outro, seja em qualquer cidade, certamente é liberado.

A redução da maioridade penal seria uma solução?
Confesso que, pessoalmente, eu, Humberto Gouvêa Figueiredo, até há pouco tempo, acreditava que não. Como policial militar e diante do que tenho visto, hoje, acho que seria uma solução. Alguma coisa precisa ser feita. E logo. A cada dia, há mais alternativas para o criminoso ficar livre e impune do que faz.

Um menor de 16 anos está envolvido na tentativa de furto à casa de um PM em Franca. O policial reagiu e efetuou dez disparos. Seis acertaram as vítimas o adolescente se feriu seu comparsa morreu. Como o senhor analisa a situação? Pelos disparos, acredita que faltou preparo ao policial?
De forma alguma. Ele agiu como alguém que vive em um estado onde mais de 100 policiais militares foram mortos de janeiro a outubro deste ano. Vários deles morreram na frente de suas mulheres e filhos. No caso desse PM, que estava em sua casa com a família, viu a residência ser invadida e até se identificou como policial. Quem estava lá, não se intimidou. Podem não ter acreditado no que ouviram. O PM, por sua vez, não tinha condições de saber se os dois ladrões estavam ou não armados. E tinha todo o direito de proteger sua família e propriedade. Agiu em legítima defesa. Esse foi o mesmo entendimento que teve o juiz que lhe concedeu a liberdade, horas depois do ocorrido.

Frequentemente, vemos a sociedade e a mídia discorrendo sobre a postura da PM quando há confronto com bandidos e estes morrem. O que o senhor pode dizer sobre os treinamentos polícia em situações de risco e diante de críticas?
O grande problema é que a atividade da polícia se relaciona diretamente com conflitos. Atuamos para mediá-los e resolvermos os problemas. É comum que a gente desagrade uma parte. Com isso, vem aquela frase de “a polícia é despreparada e opressora”. Claro que temos quem erre aqui dentro. Mas quem erra, é responsabilizado. Não faz nenhum sentido esse discurso de opressão que muitos fazem.

 

Fonte: http://gcn.net.br/noticias/335598/franca/2016/10/a-cada-dia-mais-alternativas-pro-criminoso-ficar-impune

UM ABSURDO! É SÓ….

 

(*) Humberto Gouvêa Figueiredo

Imaginem vocês, leitores e leitoras, a seguinte situação hipotética: você está na sua casa, na tranquilidade e segurança do seu lar, quando percebe que bandidos invadem o seu terreno e começam a forçar a porta para entrar na residência.
Junto com você estão seus filhos e esposa (ou marido) e, com autorização legal e administrativa, você tem em sua casa uma arma para sua defesa e de terceiros.
Você percebe a intenção dos criminosos e grita avisando que na casa tem gente, com o intuito de demovê-los da ideia de ingressar na residência, mas, ainda assim eles insistem.
Acrescente agora o fato de que você é um policial militar e que tem consciência de que no Estado de São Paulo, só este ano, mais de uma centena de irmãos de farda já foram mortos por criminosos, de serviço e fora dele e, em alguns casos, na frente de familiares, gerando traumas invencíveis.
O grito que você deu aos criminosos foi “aqui é polícia!!!”, mas eles ignoraram e continuaram a forçar a porta, talvez desacreditando que você fosse mesmo um policial.
Nesta situação hipotética que acabei de narrar, o que você, sinceramente faria?
Não sei que está lendo este artigo neste momento, mas estou absolutamente convicto de que, 99% (se não 100%) responderão: eu atiraria nos criminosos!!
É uma questão óbvia de sobrevivência…uma providência que preenche todos os pré-requisitos da excludente de ilicitude da legítima defesa: ao assim agir, você estará agindo na defesa da sua vida, da sua família e na do seu patrimônio.
Pois bem, assim agiu um de meus colaboradores, o Soldado PM Rodrigo Chimenez de Souza, do 15º Batalhão da Polícia Militar do Interior, quando 2 criminosos entraram na sua casa com a intenção de praticar um crime.
Um dos bandidos foi morto e o outro ferido e preso.
Sob minha ótica, e aqui não me manifesto apenas como comandante, mas principalmente como cidadão, Chimenez agiu corretamente e fez o que qualquer pessoa de bom senso faria…qualquer um que tivesse compreensão do cenário vigente e amor pela sua família faria…
Mas para a minha surpresa e até agora a de todas as pessoas com quem conversei sobre o assunto, ao ser apresentada a ocorrência no Plantão Policial de Franca, Chimenez recebeu voz de prisão.
Um absurdo!
Com economia nas palavras e não querendo ampliar os impactos deste caso, limito-me apenas a esta palavra: ABSURDO!
Bom senso não faltou ao Magistrado que se encontrava no Plantão Judiciário do Fórum de Franca, que no mesmo dia e poucas horas depois, concedeu Alvará de Soltura ao Soldado PM Chimenez, justificando a Legítima Defesa.
É só!
(*) é coronel da Polícia Militar e comandante do policiamento na região de Ribeirão Preto.

LIÇÕES DA MORTE

(*) Cristiane Framartino Bezerra

 

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Assim silenciosa e apressadamente as águas do “velho Chico” levaram o artista!
E eu fico pensando no quanto a morte sempre quer ensinar algo.
“A morte precisa ter uma utilidade”, dizia Gandhi.
Chocar um país, tirar o chão, mostrar que ela é assim. Vem sem explicar, algumas vezes, sem chance de despedidas, sem deixar as coisas em ordem.
A morte nos convida à vida!
Pode parecer insano. Mas é a maior verdade que temos diante do nariz, porém, viramos o pescoço para não enxergar!
Eu caminho ao lado dela! A morte está ao meu lado.
Ela me ensina sobre a fragilidade humana.
Convida-me sempre a deixar a carga mais leve, achar graça de tudo, não acumular nada!
Sou turista, de passagem por esta linda paisagem terrena…O rio da integração nacional chamou para si o artista e a atenção da nação!
Deixou-nos um recado bem claro… Em segundos, nossos sonhos, contratos, ambições, podem ser levados pela correnteza!
Vivamos muito, de preferência com alegria e paz, só por agora!
Pode ser que não haja depois!

(*) Poetisa

Respeitar uma pessoa no trabalho não é só falar baixo com ela

Marcio Fernandes, CEO da Elektro, ficou conhecido por sua filosofia de gestão ancorada na felicidade. Para ele, as empresas têm de criar uma relação de afetividade com os trabalhadores — e isso não tem a ver com ser permissivo

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Imagine o seguinte cenário. Uma empresa concorrente faz uma proposta para contratá-lo. Animado, você ensaia deixar o cargo atual e partir para a nova casa. Já está tudo certo para você sair. Só que o seu empregador faz uma contraproposta. E… Fica difícil negar. Se você não passou por tal situação, certamente tem um colega que sim. Mas para Marcio Fernandes, CEO da distribuidora de energia Elektro, a estratégia dessas empresas não faz o menor sentido. “É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência das pessoas”, afirma. Marcio ficou conhecido por levantar, com firmeza, a bandeira da felicidade dentro das corporações. Ele é autor do livro “Felicidade dá Lucro” (Companhia das Letras), lançado no ano passado, e suas ideias vão contra os modelos mais tradicionais de gestão.

O executivo, que assumiu a presidência da Elektro aos 36 anos, defende que, com abertura para diálogo e “convergência de propósitos”, é possível ir muito mais longe. Trata-se de uma forte relação de confiança e respeito com os trabalhadores. “A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada — isso é não cometer assédio moral.” E se engana quem pensa que a filosofia tem a ver com ser mais permissivo. Nada disso. A “régua é alta” para os funcionários. Ou melhor, “colaboradores”. No meio da entrevista, Marcio Fernandes pede para fazer um adendo: “Não falo de funcionário, falo de colaborador. Máquinas funcionam, pessoas podem optar por colaborar. É bem sensível, mas faz diferença”.

 

No começo de novembro, ele falará sobre como fazer da felicidade uma vantagem competitiva na HSM Expo 2016, em São Paulo. Nesta entrevista, o executivo aborda a relação que gestores devem construir com sua equipe, o lado positivo de trabalhar sobre pressão e como não deixar que a crise espalhe pessimismo dentro da empresa.

Até que ponto um gestor deve se preocupar com a felicidade de sua equipe no que diz respeito a questões que vão além do trabalho?
Ele tem de se preocupar 100%. Mas não é o “dono” do que acontece na vida das pessoas. Ele tem de ter limites de respeito — não pode invadir a individualidade de maneira alguma —, mas tem de se interessar. É importante saber se a pessoa está bem em casa, se está endividada, se está doente ou se há alguém doente na família. É o interesse genuíno. Isso porque é muito difícil chegar para alguém e dizer: “Minha visão dos seus valores está ali naquela parede, somente siga”. O cara vai odiar, nem sabe se concorda. O que fazemos é, antes de dizer o que queremos dele, perguntar o que ele quer. Se conseguimos ter esse nível de discernimento e sensibilidade, teremos uma equipe de altíssima performance porque saberemos respeitar os momentos de cada pessoa.

Se a pessoa está com algum problema, qual é o próximo passo? Como o gestor poderia interferir?
Aqui [na Elektro], oferecemos ajuda. Tem ações institucionais, como o sistema “Mais Apoio”. As pessoas podem acioná-lo a qualquer hora do dia, com total confidencialidade e anonimato, para falar de qualquer problema. Se está endividada, ela tem auxílio de um consultor financeiro para reestruturar as contas e renegociar dívidas. Ou, se preferir, pode ir direto para o gestor. Uma colaboradora está com a filha na UTI desde que nasceu. A licença maternidade já acabou, ela voltou para o trabalho, mas a menina continua no hospital porque nasceu muito prematura. Então, conversamos e construímos uma escala de trabalho que viabilize que a mãe priorize a filha. Isso gera um processo de engajamento e credibilidade que transcende a relação de trabalho. É uma relação de confiança.

O ideal, então, é que os gestores conversem frequentemente?
Dimensionamos as equipes para que o líder tenha condições reais de, durante o período de um mês, falar com todas as pessoas individualmente, com qualidade, pelo menos três vezes. Isso vai gerando um alinhamento, uma combinação melhor das expectativas. Saímos do efetivo — regras, metas — e ampliamos para o que é afetivo também.

E assim o trabalhador sente-se mais motivado?
É uma construção. A primeira coisa é abrir diversos canais para que as pessoas possam ser ouvidas. Investimos muito na preparação da nossa liderança para que ela soubesse abrir espaço para o diálogo. Historicamente, no mundo normal, o chefe é o cara que manda. Colocamos aqui uma quebra de paradigmas. Nem chamamos nossos líderes de chefes, mas de facilitadores. E também medimos o líder, em indicadores de performance, pelo desenvolvimento de pessoas. A gente não faz avaliação de desempenho, mas um diário de competências, ressaltando o que está indo bem e apontando o que precisa de melhorias — e contribui para esse processo. À medida que tudo isso se desenrola, as pessoas vão se sentindo mais à vontade para opinar, para participar, para mudar de área.

Ouço o sr. falando muito sobre respeito. Imagino que vá muito além de simplesmente não levantar a voz com o subordinado. 
A gente precisa entender que respeitar uma pessoa não é só falar baixo com ela ou falar de maneira adequada. Isso é não cometer assédio moral. Respeito vai muito além. Respeitamos as pessoas, por exemplo, quando não fazemos julgamento em relação às escolhas que ela faz — sejam opções pessoais ou de carreira. Não fazemos um trabalho para que a pessoa fique onde a gente quer que ela fique. A gente trabalha para que elas fiquem onde elas sonharam ficar. Ela não precisa mentir para fazer uma média com o chefe. Aqui ninguém faz média. Todo mundo sabe que os facilitadores são medidos pelo desenvolvimento de pessoas. Se a pessoa for sincera com ele e sincera consigo mesma, ela vai buscar o que sonha. E nós vamos respeitar. O normal é o vertical: o cara entra em uma posição de advogado júnior, vai para advogado pleno, depois advogado sênior, depois gerente do jurídico. Aqui a gente deixa aberto para ele dizer, em uma conversa franca, o que quer. Ele pode dizer que o sonho dele é trabalhar no RH. Aí, fazemos uma análise do que ele tem e do que ainda falta para ele conseguir a vaga que busca, ele vai investir nele mesmo e vamos ter um programa de educadores. Quando fazemos isso, conseguimos uma grande convergência de propósitos. Todo mundo ganha.

Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média

No momento econômico turbulento pelo qual passa o país — quando todos são mais cobrados —, como não deixar que o pessimismo se espalhe dentro da empresa?
Essa é uma dúvida recorrente. A crise, muitas vezes, degenera a vontade das pessoas de lutar. Parece que a guerra está perdida — elas acabam aceitando muito passivamente. Chegam a usar esse momento difícil como justificativa para insucessos individuais. Também muitas empresas falam da crise como a grande culpada de tudo. O que temos feito para nos blindar e impedir que as pessoas se influenciem é, basicamente, duas coisas. Primeira: criar movimento. Significa fazer com que a vida da pessoa passe a ter ritmo, que não seja só guiada. Tem que ser uma vida de protagonismo, de autonomia. A segunda parte: dar abertura total a propostas. Ao mesmo tempo em que vivemos uma crise, estamos batendo recordes de eficiência gerados pelo protagonismo dessas pessoas. A gente tem, sim, dificuldades. Afinal, a crise nos afeta, já que o consumo de energia diminui. Mas por outro lado, a gente chega a quase 30% de eficiência em custos, sem fazer nada absurdo. Pelo contrário, a gente fala de eficiência e não de corte. As pessoas é que estão sendo as protagonistas disso. A gente promove uma verdadeira revolução no currículo das pessoas que querem fazer coisas diferentes. A abertura para propostas faz com que as pessoas queiram participar. E as pessoas que participam têm mais reconhecimento. Elas entram em um ambiente de movimento contínuo. Todo esse movimento faz com que não se sintam vulneráveis à crise.

Então mais pressão não precisa significar menos chances de ser feliz?
Costumo dizer que a pressão é só mais um ingrediente. Eu, por exemplo, gosto de ambientes com um pouco mais de pressão. A gente precisa de algum gatilho. Em momentos de pressão, as pessoas tendem a se movimentar com mais ênfase. E o que seria um motivo para pessoa ficar triste e frustrada, torna-se o contrário. Porque ela teve uma disciplina maior para buscar aquilo que sonhou e, óbvio, terá mais êxito.

Muitas pessoas criticam a ideia de que você tem de buscar felicidade o tempo todo. Você discorda delas?
Não. Acho que é impossível buscar o tempo inteiro a felicidade. Realmente existem momentos que não são considerados felizes. É só que, na minha opinião, precisa ter sempre uma conexão muito clara com propósitos. Se você conseguir se conectar com um propósito, seja lá o que você fizer, vai ter mais momentos de felicidade do que a média de pessoas.

Sua filosofia tem a ver com acabar com a ideia de que existe uma vida no trabalho e outra fora. Quando essas duas se convergem?
Elas estão sempre misturadas. O problema é quando tentamos separar. Na minha visão, quando você fala “na minha vida pessoal, eu não sou assim” ou “no meu trabalho tenho que assumir uma postura diferente da minha vida pessoal”. Isso gera um peso. É uma máscara difícil de carregar e manter. Sou um grande adepto da ideia de que temos uma única vida. E ela não é divida em duas partes. Eu sou o que eu sou no trabalho. E eu sou o que eu sou na vida pessoal. As duas coisas são a mesma. O que é importante deixar bem claro é que há quatro momentos que a gente precisa garantir. O tempo para trabalhar, o para família, o para dormir e o para você mesmo. Não significa sejam excludentes.

Quais são os piores exemplos que já observou em empresas?
Tem inúmeros exemplos. A perda de produtividade está na falta de coerência, por exemplo: “faça o que eu falo, não faça o que eu faço”. Isso é muito frequente, infelizmente, nessas empresas com gestão tradicional, fadada à morte. Essa coisa da retenção também. É impossível fazer uma gestão de engajamento em um ambiente onde você compra a permanência da pessoa. É péssimo. A gente nunca passa da média. Quem quiser ficar aqui tem de ser por uma opção de vida. E ainda há empresas que fazem debate sobre políticas de retenção. Acho isso tão imbecil.

O que tem de ser feito no lugar?
Para mim, um processo de encantamento, para que a pessoa decida trabalhar com você.

Como um gestor pode ajudar o colaborador a encontrar seu propósito?
Você não cria um propósito no trabalho para a pessoa. Você pega o propósito que a pessoa tem para a vida dela e converge para os seus propósitos de trabalho.

Atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa

Como assim?
Digamos que a empresa tem o propósito de ser a maior do Brasil, com a maior rentabilidade, com o melhor serviço ao cliente. Esse é o propósito de uma empresa.  Aí você pega a pessoa e vê qual é o propósito de vida dela. E você tem de conversar com pessoa por pessoa para saber. Você vai mapear isso, registrar e fazer com que os propósitos de empresa e das pessoas seja convergente. Eu já tive uma discussão com o diretor de uma empresa do setor financeiro. Ele disse que criava propósito para as pessoas: atender bem o cliente, respeitar o fornecedor… Cara, isso não é propósito para a pessoa, é propósito para a empresa. A pessoa pode olhar e questionar: “essa empresa só quer isso de mim?”. Isso é o que ela vai fazer porque você está pagando. O que é preciso saber é o que a pessoa quer para a vida dela. Ela vai ver que existe interesse genuíno. Não dá para você ficar mandando, obrigando, fiscalizando as pessoas o tempo inteiro. O controle custa caro demais, então a gente precisa criar convergência de propósito.

Depois de virar referência em felicidade, a procura por cargos na Elektro aumentou?
Nossa, muito. Tivemos um aumento muito legal. A gente fazia programa de seleção de estagiários e, para completar o número de vagas, dava um trabalhão. Afinal, o setor de energia elétrica não é muito sexy. Então a gente sofria. Agora, vou dar o exemplo do último programa que a gente fez. Foi no meio do ano, período não muito comum para procurar estagiários. Tivemos também 20 vagas — só que 60 mil inscrições. Foi de cair da cadeira. No final, acabamos ampliando o programa e chamando 40.

Ser um líder de que todos gostam pode afetar a maneira como o gestor faz suas decisões?
A gente não é uma ONG. Todas as lideranças aqui são, sim, admiradas. Mas o que as faz ser assim não é serem paternalistas ou simplesmente passivas. É fazer tudo com ética, justiça, coerência. Ser admirado como gestor é resultado de uma gestão transparente, aberta, participativa. Não é que você pode fazer coisas erradas. “Ah, não vão me mandar embora.” Pelo contrário, temos uma régua muito mais alta agora que nos tornamos exemplo.

 

Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2016/09/respeitar-uma-pessoa-no-trabalho-nao-e-so-falar-baixo-com-ela.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post